quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Vínculo de Pastor com Igreja é Trabalhista, decide STJ

Apesar de não ser uma relação empregatícia, as atividades que pastores exercem em igrejas podem ser consideradas como trabalho. Essa foi a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que seguiu, por unanimidade, o voto do relator, ministro Humberto Gomes de Barros, em um conflito de competência da Justiça de Santa Catarina.

O pastor L.M.S. entrou com ação contra a Igreja do Evangelho Quadrangular, após seu afastamento da instituição religiosa. Ele alegou que teria sido excluído após se recusar a apoiar candidatos a cargos políticos, mesmo tendo exercido atividades na igreja em diversas cidades e por muitos anos. A exclusão teria sido sumária, sem levar em conta as regras da ampla defesa e do contraditório, determinadas tanto na Constituição, no Código Civil e nos estatutos da própria igreja.

O pastor pediu indenização pelos anos de serviços prestados e por danos morais. A ação foi proposta na Justiça comum de Santa Catarina, que afirmou que a responsabilidade seria da Justiça do Trabalho. A 1ª Vara do Trabalho do Balneário de Camboriú suscitou o conflito de competência, solicitando que o STJ definisse qual Justiça seria competente para o julgamento da causa. Segundo o Ministério Público Federal, seria responsabilidade da Justiça comum.

Em sua decisão, o ministro Humberto Gomes de Barros apontou que o pedido e a sua causa não eram fundados no reconhecimento de vínculo empregatício, não havendo também pedido de pagamento de indenizações trabalhistas. "O que se pretende é obter retribuição pecuniária pelo tempo que o autor, pastor de igreja evangélica, dedicou à causa religiosa", esclareceu.

O ministro afirmou ainda que a Emenda Constitucional 45, de 2004, determinou que matérias sobre esse tipo de relação fossem de competência da Justiça do Trabalho. Com essa fundamentação, considerou que a solução da causa cabe à 1ª Vara do Trabalho de Balneário Camboriú.

Fonte: Estadão

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Aline Barros será Consagrada Pastora

O próximo dia 2 de dezembro ficará marcado na vida da cantora gospel Aline Barros e de seu marido, o ex-jogador de futebol Gilmar Santos.

O casal será ordenado ao ministério pastoral na igreja onde congregam, a Comunidade Internacional da Zona Sul (Flamengo/RJ), pastoreada pelo pastor Marco Antonio Peixoto. ‘É muita responsabilidade. Mas, se Deus está chamando, não podemos dizer não’, declarou emocionada a cantora, que acaba de receber o Grammy Latino 2007 pelo CD "Caminho de Milagres", da MK Music, e já prepara seu mais novo CD infantil.

Fonte: Grupo MK

Kaká pretende ser Pastor

O meio-campista brasileiro Kaká, do Milan, da Itália, afirmou que deseja se tornar pastor evangélico depois de encerrar a carreira como jogador de futebol. A revelação foi feita pelo craque brasileiro à revista americana "GQ".
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"Eu gostaria muito, mas será um longo caminho. É preciso estudar teologia, fazer um curso, se aprofundar na estudo da Bíblia", disse o jogador.Kaká freqüenta a Igreja Renascer em Cristo. Recentemente, Kaká disse que em função de sua religião casou virgem com a sua esposa, Caroline. "Sou um jovem normal com valores fortes.
Sou religioso, seguindo a confissão evangélica, e tento viver seguindo os preceitos da Bíblia", afirmou."Optamos por chegar castos ao casamento. A Bíblia ensina que o amor verdadeiro é alcançado apenas com o casamento, um laço de sangue no qual a mulher perde a virgindade. Para nós, a primeira noite foi magnífica", disse o jogador.

O jogador é favorito para ganhar "A Bola de Ouro", tradicional prêmio concedido anualmente pela revista "France Football" ao melhor do mundo e também ao prêmio de melhor jogador do planeta dado pela Fifa.Kaká se tornou favorito a ganhar estes prêmios depois de ser o principal responsável pelo título da equipe italiana na Copa dos Campeões da temporada passada, tendo marcado dez gols no torneio.

Fonte: Folha Online

terça-feira, 27 de novembro de 2007

A Timidez Atrapalha meu Ministério

Quantas pessoas tremem de medo quando sabem que vão ministrar louvor. Quantas ficam com suas mãos hiper geladas quando pegam no microfone. Sem contar aquelas que quando são escaladas ou até mesmo colocadas de supetão à frente de um grupo de pessoas ou congregação, prefeririam estar em qualquer outro lugar em que não ficassem em evidência. Não tem como negar e é algo inevitável. Todos nós já passamos por momentos como estes, e tirando alguns extrovertidos sortudos, nossas pernas alguma vez já ameaçaram não responder ao comando de permanecer em pé.

E então? Sabemos do problema. Mas haverá alguma solução?

Se você leitor, me permite compartilhar da minha própria experiência, eu era tímida demais. Mas você precisava ver, pois era algo além do normal. Eu não conseguia sequer conversar sem olhar para o chão e nunca sentia confiança em nada que fazia. E quando penso no meu próprio exemplo, tenho certeza de que se eu tenho conseguido me ver livre disto a cada dia mais, todos conseguem, pois o meu caso era bem extremo. Então, vamos lá.

CAUSA NÚMERO UM DA TIMIDEZ – temor de homens! É isto aí. Ficamos com vergonha ou intimidados quando nosso foco está nos outros, no que eles irão pensar, no fato de que outros estão nos observando, etc. Pensamento típico: “E se eu errar? E se não der certo? E se não sair assim? E se...? E se... ?”.

CAUSA NÚMERO DOIS DA TIMIDEZ – problemas anteriores não resolvidos. Infelizmente eu passei por isso. E acredito até mesmo que esta foi a causa principal de ter decidido nunca mais tocar ou cantar, já que alguém chegou para mim quando eu tinha 12 para 13 anos dizendo que a música que eu tinha apresentado na igreja tinha sido horrível. Ela disse que tinha vergonha de mim e que se fosse eu nunca mais cantaria ou tocaria lá, dentre outras coisas. Eu sei que fui para casa chorando e repetindo para mim mesma: “Eu nunca mais vou cantar; eu nunca mais vou tocar, etc”. Graças a Deus depois de algum tempo Deus usou alguém para trazer cura em minha vida.

Infelizmente o músico no geral é um tanto quanto crítico. Quão freqüente é a cena de alguém que cantou ou tocou, sendo elogiado e dizendo: “Misericórdia! Eu errei tantas vezes!” – e aquele que elogia diz: “Ah, eu não percebi não; acho que ninguém percebeu”.

Não estou incentivando de forma alguma o tocar mal ou cantar mal, pois a preparação é o primeiro passo para ministrar diante do Senhor, e Deus é um Deus de excelência, como disse num artigo anterior meu. Mas não podemos ser tão críticos conosco mesmos a ponto de não enxergarmos nada ao nosso redor além do nosso erro.

Mas o fato é que depois de acontecimentos como este é quase que inevitável não cultivar pensamentos de inadequação, insegurança, timidez, etc. E temos vontade de fugir do púlpito ou altar e nunca mais subir lá ou ver tantas pessoas olhando para nós ‘esperando’ que façamos algo.

Eu sei que nunca deve chegar um dia onde vamos subir com tanta confiança que não dependamos do Senhor! Devemos sempre ter aquele friozinho na barriga, pois a responsabilidade é enorme e o privilégio também, e disto nós não devemos nos esquecer nunca.

Mas ao mesmo tempo temos que ter o nosso foco em Deus. Temos que estar preparados musicalmente e espiritualmente, e fazermos TUDO o que nos é possível, o nosso MELHOR e nada menos do que isso, e crer em Deus.

Dicas práticas:

1) Sorria! Nada melhor do que sorrir quando se está nervoso! Libera parte da nossa adrenalina. Não devemos nos levar tão a sério!

2) Levar todo pensamento cativo ao Senhor! É para ele, e não para os homens. Não temos como agradar aos dois ao mesmo tempo. Devemos agradar ao Senhor, e não a homens. “O temor do homem armará laços, mas o que confia no Senhor será posto em alto retiro” – Pv. 29:25. “Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.” – Gl. 1:10.

3) Tente melhorar sua personalidade. Talvez você tenha nascido tímido. Mas isso também pode ser resolvido. Existem muitos livros sobre personalidades que podem ser de grande ajuda. Eu tive que fazer escolhas conscientes, para vencer o desafio interior que tinha. Propositalmente comecei a tentar quebrar hábitos antigos. Posso lhe dar um pequeno exemplo. Morria de medo de conversar com novas pessoas, fazer novas amizades, me apresentar (ter a iniciativa, etc). Então, já que percebi isto em mim, comecei a, de propósito, fazer tudo o que antes tinha medo. Foi difícil no início, mas é somente assim que vencemos nossos medos. Uma fala que me libertou muito: “Só porque estamos com medo de algo, não significa que não possamos fazê-lo. Podemos fazer mesmo com medo”.

4) Pedir ao Senhor que te cure de tudo aquilo que você já viveu. Alguns traumas e experiências sempre acontecem, mas precisamos que tudo isto seja cicatrizado. Isso vai nos ajudar ministrar de um lugar de autoridade e restauração no Senhor, por termos vivido isto nós mesmos.

Acima de tudo, guarde sempre seu coração. Tanto do temor de homens, timidez e frustrações passadas, quanto do outro extremo, que é nunca sentir o peso da responsabilidade que é ministrar diante do Senhor. O temor dos homens não deve existir dentro de nós, mas o temor do Senhor deve sempre estar presente em nossos corações. “O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade” – Provérbios 15:33.

Autor:
Raquel Emerick por Links de Jesus
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