segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Teologia Reformada: Uma Breve Reflexão para Jovens Arminianos Simpatizantes das Ideias Calvinistas



Deus quer que todos sejam salvos, mas decide salvar apenas alguns. 

Deus quer que todos se arrependam, mas concede o arrependimento apenas a alguns. 

Deus quer que todos creiam, mas concede o dom da fé apenas a alguns. Dessa forma, Deus diz que quer a bênção da salvação para todos, mas somente os predestinados poderão obtê-la. 

Deus já decidiu quem vai para o inferno, e também como irá. Se através de uma morte rápida e não muito dolorosa, ou de uma morte lenta e bastante sofrida. 

Preguemos o evangelho da graça para todos, embora tal graça somente será eficaz para aqueles que Deus assim resolveu que fosse. 

Deus muda a vontade de alguns para recompensá-los com a vida eterna, enquanto deixa a vontade de outros intocável para condená-los à perdição eterna. Mesmo assim, não tendo escolha, pois Deus já escolheu tudo, sou moralmente responsável por minhas ações. 

Sou um arminiano que amo, respeito e tenho muitos amigos calvinistas, mas que não concordo com ideias tão contraditórias e extremadas. 

Aos jovens arminianos, simpatizantes das ideias calvinistas, a plena maturidade que somente é adquirida com o passar dos anos vos conduzirá a uma maior moderação em vossos posicionamentos e argumentos.

Predestinação e livre-arbítrio são realidades bíblicas que coexistem e não se excluem, desde que bem conciliadas. Cuidado, pois uma grande paixão teológica, sem muita reflexão, pode resultar numa frustração na mesma proporção. 

Uma inundação de textos para defesa do calvinismo geralmente surge diante das questões aqui expostas, mas vale lembrar que uma enchente de textos em defesa do arminianismo normalmente logo se segue. 

Fonte: Altair Germano, um perdido pecador, salvo pela graça de Deus em Cristo Jesus.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Almas vazias, abismos profundos


A indústria do entretenimento capitaliza sobre as almas vazias. Almas vazias são como abismos profundos, nunca se saciam. Consomem com voracidade todas as novidades apresentadas por magos e mentores desse imenso mercado. Aqui nos EUA, onde me encontro temporariamente, se pode ver de perto o poder dessa indústria. Na última vez que estive aqui fiquei impressionado com pessoas dormindo na fila de uma loja da Apple para poder comprar um de seus brinquedos que estava sendo lançado naqueles dias. Tem algo de errado com essa geração. Tal comportamento pode ser traduzido como sintoma de um adoecimento coletivo de grandes proporções.

Essa fome medonha e absurda parece não ter fim. Os homens estão cada vez mais enfadados, e por esta razão cada vez mais necessitados que alguém lhes entretenha. Um texto bíblico diz que a vida do homem alcançaria 70, quando muito, 80 anos. O que passasse disto, alfineta o emblemático Moisés, seria “enfado e canseira.” Um fenômeno desconcertante que se verifica em nossos dias é o fato de que já não é necessário alcançar tal idade para sentir-se cansado e enfadado. Por todo lado pode-se observar, em número imenso, meninos e meninas entregues à uma prostração crônica, e por isso, assustadora!

As inovações eletrônicas que, sem dúvida, tornaram a vida mais fácil, trouxeram consigo outros usos que hoje começam a preocupar. As pessoas – é óbvio que há exceções – já não conseguem viver longe de seus aparelhos. Observa-se uma inquietação que denuncia uma estranha dependência. As maquininhas maravilhosas e seus muitos aplicativos aprisionam milhões em uma relação que se estende para muito além da utilidade básica e incontestável que esses aparelhos possam apresentar. Incrível que pareça, estes recursos, operam tanto no sentido de entorpecer e mascarar a ansiedade quanto para produzi-la. Tire desses “viciados” os seus aparelhos ou prive-os de acesso à internet e observe a erupção de surtos terríveis (quase sempre ocultos) dessa nova modalidade de ansiedade.

Além dos jogos, dos grandes torneios de futebol que mobilizam milhões mundo a fora – é melhor ver batalhas travadas nos campos e quadras de esportes do que o morticínio em Gaza, Iraque ou qualquer outro lugar – as vedetes do momento, quando se trata de mobilização virtual são Facebook e Whatsapp. Estes são dois endereços certos em torno dos quais se reúnem nesta hora bilhões de pessoas ao redor do globo. Os olhos de milhões de almas famintas por atenção, visibilidade, apreço, estão grudados nos monitores de computadores e demais aparelhos quase que vinte e quatro horas por dia… Assusta! Talvez você argumente dizendo: “Calma Luiz, não seja exagerado! É só uma brincadeira”!

Talvez a análise seja mesmo exagerada, talvez seja tudo mesmo uma grande brincadeira, mas quando se considera o fato de que o suicídio é a terceira maior causa de morte entre jovens e adolescentes no Brasil, tendência que se confirma de modo mais assustador ainda em países como os EUA, então creio que estamos diante de algo com que nos preocupar. Além de não preencher o buraco imenso das almas vazias, o uso desarvorado dessas novas tecnologias aliena como qualquer outra droga os que nelas se viciam. Entretém mas entorpece. Ou não é verdade que gastam tempo demais “conectados” os dependentes dessas “drogas”, tempo esse que, precioso, poderia ser utilizado em atividades mais inteligentes como, por exemplo, a leitura?

Sim, assusta-me a alienação generalizada de toda uma geração em nome do entretenimento. Quanto aos mais frágeis, e destes se compõe a maior parte dos “dependentes,” o uso dos tais brinquedinhos vai muito além do puro entretenimento; Utilizam as redes sociais para enviar indiretas, denegrir pessoas, projetar o ego, dar vazão ao narcisismo reprimido (ou que razão levaria uma pessoa a postar alucinadamente dezenas de selfies a cada dia), iniciar e romper relacionamentos e por fim, entre tantas outras coisas, também potencializam sentimentos de revolta, ódio, solidão, a ponto de levar muitos a marcarem data e hora de seus suicídios. Tudo devidamente publicado via Facebook ou Whatsapp! Sim, tudo isto assusta!

Fonte: Guia-me, por Luiz Leite

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A Igreja, edificada sobre Cristo

A Igreja Católica Apostólica Romana tem defendido há anos que o papa é o sucessor de Pedro, e que Pedro é a rocha sobre a qual Jesus construiu sua igreja. Mas será que Pedro realmente é a rocha fundamental de todo cristão?

Para debater sobre esse tema polêmico, apresentamos o excelente canal do Youtube Dois Dedos de Teologia , um programa apresentado por Yago Martins e Felipe Cruz. Não há a pretensão de esgotar o tema, mais apresentá-lo de uma forma humorada, porém com conteúdo. Assistam e comentem!



Um segundo vídeo sobre o tema, com o reverendo Caio Fábio.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Cansado de prometer que vai parar de pecar?


A cena se repete praticamente a cada final de semana. Louvores, orações, mensagens impactantes. Até que num determinado momento a pessoa se arrepende, quebranta-se e se rende. A rendição muitas vezes é oficializada pela promessa de que nunca mais irá praticar os pecados que a fragilizam. Por alguns dias, ou meses, até consegue. A fraqueza, no entanto, se mostra forte e faz ruir as promessas feitas. Até que surge um novo arrependimento, uma nova promessa, uma nova queda, criando um ciclo enlouquecedor e frustrante. 

Por que tantos se envolvem nestes ciclos de pecados? Semana passada ouvi uma piada que pode ajudar nossa compreensão, acompanhe. Dois amigos, cansados da escravidão com o álcool decidiram parar de beber. Amigo, a bebida está acabando com a gente e com nossa família, vamos parar? Vamos!

Para comemorar, semana que vem vamos pescar? Vamos. A semana passou sem que bebessem. Quando se encontraram para irem pescar, um deles carregava duas sacolas. Que sacola é essa amigo? É bebida. Como assim, a gente não prometeu parar?! Não é para beber. Imagina que nós estamos pescando, de repente surge uma cobra e dá uma picada, é só jogar bebida na picada e tomar um gole pra não sentir dor. Bem pensado, e essa outra sacola, o que é? Ah, nessa sacola eu estou levando a cobra, vai que não aparece nenhuma!… 

Como piada, tem lá sua graça. Como realidade de vida é simplesmente lamentável. Tem muita gente prometendo parar com pecados exatamente como os dois sujeitos da piada. Sabiam das conseqüências danosas do álcool, mas simplesmente não conseguiram abrir mão do vício. As duas sacolas da piada representam nosso estoque de desculpas para os nossos erros. 

Você já deve ter visto e ouvido pessoas atribuírem as culpas pelos seus erros ao diabo. Elas nunca erram, nunca têm culpa de nada, é sempre a cobra que leva a culpa. O detalhe é que o boteco e as amizades que lá se cultiva, as festas da empresa regadas a bebidas, parceiros sexuais e outras coisas mais, as farras acadêmicas inimagináveis pelos paistrocinadores, nada mais são do que as sacolas propositalmente carregadas, prontas para viabilizarem os pecados que se prometeu não mais praticar. 

Esvazie esse tipo de sacola. Evite esse tipo de pescaria. Fuja do caminho que leva a prática certa do pecado. A cobra do Éden continua seduzindo e enganando, continua roubando, matando e destruindo. Mas só o faz contra aqueles que abrem brechas, baixam a guarda, deixam espaço nas sacolas chamadas coração e mente. Cuide bem do seu coração, dele precedem as saídas para uma vida plena, preencha sua mente com salmos, hinos e cânticos espirituais. 

Mas como? Pergunta o cansado de prometer e não cumprir. Tenho que ficar o tempo todo na igreja, cantando, cantando e cantando? Não, cuidar do coração e preencher os espaços da mente com salmos, hinos e cânticos espirituais apontam para uma maior profundidade. A poesia bíblica está saturada de vida real. Tem lamento, enfermidade, dor, sofrimento, traição, angústia, perigo, fome, solidão, medo. Mas também tem triunfo, socorro, vitória, êxtase, afeto, milagre, amor, família, filhos, trabalho, conquista.

Ou seja, a poesia bíblica nos inspira e nos desafia a vivermos uma vida cristã integral e autêntica em toda e qualquer fase, sabendo que nosso Pai está presente e se importa o tempo todo. Deixemos de atrapalhar os planos de Deus, o melhor é o que Ele planeja e quer para cada filho. Somos fracos, Ele é forte. Somos incapazes, Ele é capaz. Nas sacolas chamadas coração e mente já é tempo de liberarmos espaço somente para Ele. Demorou. 

Paz! 

Autor: Pr Edmilson Ferreira Mendes, via Guia-Me
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