A cena se repete praticamente a cada final de semana. Louvores,
orações, mensagens impactantes. Até que num determinado momento a pessoa
se arrepende, quebranta-se e se rende. A rendição muitas vezes é
oficializada pela promessa de que nunca mais irá praticar os pecados que
a fragilizam. Por alguns dias, ou meses, até consegue. A fraqueza, no
entanto, se mostra forte e faz ruir as promessas feitas. Até que surge
um novo arrependimento, uma nova promessa, uma nova queda, criando um
ciclo enlouquecedor e frustrante.
Por que tantos se envolvem
nestes ciclos de pecados? Semana passada ouvi uma piada que pode ajudar
nossa compreensão, acompanhe. Dois amigos, cansados da escravidão com o
álcool decidiram parar de beber. Amigo, a bebida está acabando com a
gente e com nossa família, vamos parar? Vamos!
Para comemorar,
semana que vem vamos pescar? Vamos. A semana passou sem que bebessem.
Quando se encontraram para irem pescar, um deles carregava duas sacolas.
Que sacola é essa amigo? É bebida. Como assim, a gente não prometeu
parar?! Não é para beber. Imagina que nós estamos pescando, de repente
surge uma cobra e dá uma picada, é só jogar bebida na picada e tomar um
gole pra não sentir dor. Bem pensado, e essa outra sacola, o que é? Ah,
nessa sacola eu estou levando a cobra, vai que não aparece nenhuma!…
Como piada, tem lá sua graça. Como realidade de vida é simplesmente
lamentável. Tem muita gente prometendo parar com pecados exatamente como
os dois sujeitos da piada. Sabiam das conseqüências danosas do álcool,
mas simplesmente não conseguiram abrir mão do vício. As duas sacolas da
piada representam nosso estoque de desculpas para os nossos erros.
Você já deve ter visto e ouvido pessoas atribuírem as culpas pelos seus
erros ao diabo. Elas nunca erram, nunca têm culpa de nada, é sempre a
cobra que leva a culpa. O detalhe é que o boteco e as amizades que lá se
cultiva, as festas da empresa regadas a bebidas, parceiros sexuais e
outras coisas mais, as farras acadêmicas inimagináveis pelos
paistrocinadores, nada mais são do que as sacolas propositalmente
carregadas, prontas para viabilizarem os pecados que se prometeu não
mais praticar.
Esvazie esse tipo de sacola. Evite esse tipo de
pescaria. Fuja do caminho que leva a prática certa do pecado. A cobra do
Éden continua seduzindo e enganando, continua roubando, matando e
destruindo. Mas só o faz contra aqueles que abrem brechas, baixam a
guarda, deixam espaço nas sacolas chamadas coração e mente. Cuide bem do
seu coração, dele precedem as saídas para uma vida plena, preencha sua
mente com salmos, hinos e cânticos espirituais.
Mas como?
Pergunta o cansado de prometer e não cumprir. Tenho que ficar o tempo
todo na igreja, cantando, cantando e cantando? Não, cuidar do coração e
preencher os espaços da mente com salmos, hinos e cânticos espirituais
apontam para uma maior profundidade. A poesia bíblica está saturada de
vida real. Tem lamento, enfermidade, dor, sofrimento, traição, angústia,
perigo, fome, solidão, medo. Mas também tem triunfo, socorro, vitória,
êxtase, afeto, milagre, amor, família, filhos, trabalho, conquista.
Ou seja, a poesia bíblica nos inspira e nos desafia a vivermos uma vida
cristã integral e autêntica em toda e qualquer fase, sabendo que nosso
Pai está presente e se importa o tempo todo. Deixemos de atrapalhar os
planos de Deus, o melhor é o que Ele planeja e quer para cada filho.
Somos fracos, Ele é forte. Somos incapazes, Ele é capaz. Nas sacolas
chamadas coração e mente já é tempo de liberarmos espaço somente para
Ele. Demorou.
Paz!
Autor: Pr Edmilson Ferreira Mendes, via Guia-Me
Sujeitai-vos pois a Deus ; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Tiago 4:7
ResponderExcluirVamos resistir ao diabo e fugir do pecado , pois o senhor merece todo nosso esforço, a ele a glória e a honra para sempre .