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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Artistas ou Adoradores?

"Sede, pois, imitadores (iguais) de Deus..." – Ef 5:1-17

Vivemos dias difíceis dentro das nossas igrejas, onde muitos pensam que estamos vivendo um grande avivamento. Na verdade, muitos confundem avivamento com “movimento” ou “animamento”, ou seja, pensam que templos cheios, grandes shows e grandes eventos, são sinônimos de grande e poderoso avivamento!

Infelizmente, as nossas igrejas estão cheias sim... de pessoas vazias! Muitos têm trazido para dentro das nossas congregações modelos do mundo, em outras palavras, “saíram do mundo”, mas o mundo não saiu dentro deles! Na área da música, tem sido algo visível, quando muitos dos chamados “músicos cristãos” tem trazido a realidade do mundo e a prática secular para dentro das nossas igrejas, é o comportamento, o estilo de vida, os conceitos, os valores, etc.

O avivamento começa pelo quebrantamento, pelo arrependimento, pela mudança de mente e coração! Precisamos orar, clamar e pedir ao Senhor para que venha sobre nós um verdadeiro avivamento, então seremos transformados! “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Cr 7:14).

"Artistas" - Modelo do mundo

Como mencionei, muitos músicos chamados "cristãos", tem imitado modelos do mundo sem Deus, querem ser conhecidos como “artistas” e “pop stars”! Imitam artistas seculares, são orgulhosos, soberbos, exigentes e egoístas. Buscam plataforma e visibilidade, querem ser reconhecidos, se consideram “estrelas” e querem “brilhar”! Muitos destes músicos deixam seus pastores e líderes cansados e incomodados com suas atitudes e formas orgulhosas de serem.Se nos encaixamos neste modelo, devemos saber o que a Bíblia nos declara: "Eis que sois menos do que nada..." (Is 41:24). Quem somos se não for a graça e a misericórdia de Deus sobre nós? Ao Senhor pertence o louvor e todo o reconhecimento: "... o louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graça, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém" (Ap 7:12).

"Adoradores" - Modelo de Deus

O Pai está procurando os verdadeiros adoradores (Jo 4:23). O músico que é um verdadeiro adorador não é "estrela" e nem "pop star", e também não tem nenhum tipo de compromisso com este tipo de reconhecimento, mas é um salmista, ministro do altar, submisso, servo e homem de Deus. Não tem compromisso com a glória do homem, mas sim com a glória de Deus. É aquele músico que além de executar bem a sua arte, é consagrado a Deus e separado para Ele; e com certeza, sabe a respeito da necessidade que há da unção do Espírito Santo em sua vida, assim como em sua música. É um músico aprovado por Deus e pelos homens, pois os seus frutos o acompanham! “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar...” (II Tm 2:15). Observe o exemplo de Davi (I Sm 16:14-23) que era aprovado por Deus e pelos homens.

Jesus - Modelo de adorador

1- Jesus não buscava reconhecimento e glória. Não buscava seus interesses e benefícios pessoais (Mt 4:8-10).

2- Jesus era obediente a voz do Pai (Fp 2:8).3- Jesus tinha compaixão pelas pessoas e por isso as resgatava para o reino de Deus (Mt 9:35-36).Este é o principal desafio para nós, músicos cristãos, sermos imitadores do nosso melhor modelo de adorador que é Jesus! Sejamos imitadores de Cristo!

Autor: Ronaldo Bezerra
Fonte: Gospel Music Cafe

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Para que Cristo Afinal?



Bem, não sei se foi sonho, visão, ou se foi fruto de minha imaginação. Mas que eu vi, vi. Vi um membro da igreja “O Céu Aqui e Agora” com uma Bíblia em suas mãos. Notei que o Livro Sagrado que ele carregava, tinha volume muito reduzido.

Chegando mais para perto dele, pude observar que a sua Bíblia não continha o Novo Testamento. Fiquei muito curioso, e resolvi abordar o portador do referido livro:─ Moço! Sua bíblia está faltando a parte principal. A parte que fala da história de Cristo.Fiquei pasmo e estático com o sermão que ele me pregou como resposta, o qual, passo a relatar aqui na íntegra:

● Se em minha igreja, através de sacrifícios, eu me relaciono diretamente com Deus ─, para que Cristo afinal?

● Se eu tenho o “Manto Sagrado da Prosperidade” para tocar, e tal qual uma vara de condão, adquirir tudo de “bom” que existe na terra, além de transformar o meu saldo bancário de devedor em credor ─, para que Cristo afinal?

● Se eu tenho comigo o exército dos “Trezentos e dezoito”, que pelejam por mim ─, para que Cristo afinal?

● Se eu tenho a “Escada do Sucesso” para escalar e alcançar os píncaros da prosperidade financeira ─, para que Cristo afinal?

● Se eu tenho o “cajado de Moisés” para me fazer atravessar os “mares vermelhos” da vida ─, para que Cristo afinal?

● Se eu tenho a “água do Rio Jordão” para curar sarnas, lepras, psoríases e outras dermatoses de origem demoníaca ─, para que Cristo afinal?

● Se eu tenho o “Óleo do Jardim das Oliveiras” para curar as minhas cefaléias e depressões ─, para que Cristo afinal?

● Se eu tenho a “Rosa Ungida” para me trazer a paz de espírito ─, para que Cristo afinal?

●.Se eu tenho a água do “Mar da Galiléia” para usar como colírio, a fim de tirar a concupiscência dos olhos ─, para que Cristo afinal?

● Se eu tenho semanalmente a “Sessão do Descarrego”, que me limpa de todo o pecado ─, para que Cristo afinal?

● Se eu tenho, com uma simples contribuição monetária - o direito de participar da “Fogueira Santa de Israel” e receber instantaneamente tudo que almejar ─, para que Cristo afinal?

●.Se eu tenho a qualquer hora, quem tire os meus “encostos” que atrapalham a minha vida familiar ─, para que Cristo afinal?

Depois de expor o seu rosário de práticas, evidenciando a desnecessidade de recorrer a Cristo, o moço desapareceu subitamente de minha visão. Fiquei então a matutar com os meus botões.Foi a partir desse encontro emblemático, que eu pude entender a razão pela qual, na visão daquele jovem, tudo tinha que ser pago: “é que ele realmente não conhecia ainda as ‘Boas Novas’ do Evangelho, onde tudo é de graça, por graça e pela graça”.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Carta de Martin Luther King

Decepcionados com a igreja. Não digo isso como um daqueles críticos negativos que sempre conseguem encontrar algo errado na igreja. Digo isso como um sacerdote do evangelho, que ama a igreja; que foi acalentado em seu seio; que tem sido sustentado por suas bênçãos espirituais e que permanecerá fiel a ela enquanto o fio da vida estender-se....Em decepção profunda, chorei pela frouxidão da igreja. Mas estejam certos de que minhas lágrimas foram lágrimas de amor. Não pode existir decepção profunda onde não existe amor profundo. Sim, amo a igreja.

Como poderia não amar? Estou na posição um tanto singular de filho, neto e bisneto de pregadores. Sim, vejo a igreja como o corpo de Cristo. Mas, oh!, como maculamos e deixamos cicatrizes nesse corpo por meio da negligência social e por meio do medo de sermos não-conformistas.Houve um tempo em que a igreja era bastante poderosa – no tempo em que os primeiros cristãos regozijavam-se por ser considerados dignos de ter sofrido por aquilo em que acreditavam.

Naqueles dias, a igreja não era apenas um termômetro que registrava as idéias e princípios da opinião pública; era um termostato que transformava os costumes da sociedade.Quando os primeiros cristãos entravam em uma cidade, as pessoas no poder ficavam transtornadas e imediatamente buscavam condenar os cristãos por serem “perturbadores da paz” e “forasteiros agitadores”. Mas os cristãos prosseguiam, com a convicção de que eram “uma colônia do céu”, que devia obediência a Deus e não ao homem.

Pequenos em número, eram grandes em compromisso. Eles eram intoxicados demais por Deus para serem “astronomicamente intimidados”.Com seu esforço e exemplo, puseram um fim em maldades antigas como o infanticídio e duelos de gladiadores. As coisas são diferentes agora. Com tanta frequência a igreja contemporânea é uma voz fraca, ineficaz com um som incerto. Com tanta frequência é uma arquidefensora do status quo. Longe de se sentir transtornada pela presença da igreja, a estrutura do poder da comunidade normal é confortada pela sanção silenciosa – e com frequência sonora – da igreja das coisas tais como são.

Mas o julgamento de Deus pesa sobre a igreja como nunca pesou. Se a igreja atual não recuperar o espírito de sacrifício da igreja primitiva, perderá sua autenticidade, será privada da lealdade de milhões e será descartada como um clube social irrelevante com nenhum significado para o século XX. Todos os dias, encontro pessoas jovens cuja decepção com a igreja tornou-se uma repugnância absoluta.

Fonte: Púlpito Cristão
Trechos da Carta de uma prisão em Birmingham

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Carta aos Difamadores de Líderes

Abaixo um interessante post do Pr Julio, do Ida Gospel, retratando uma triste realidade na blogosfera evangélica.

Muitos blogs que se dizem cristãos há algum tempo vêem se especializando em difamar Pastor, Evangelistas, missionários e afins. Usando da prerrogativa de estarem apontando as falhas no caráter, e revelando a imagem de que esses pregadores estão apenas interessados em conseguir dinheiro de fieis, como se fosse verdadeiros sanguessugas. O que esses blogs não levam em conta, e que as pessoas que são alvos de suas criticas, ainda que estejam manipulando a fé das pessoas para o enriquecimento próprio, elas tem também ajudado a difundir a palavra de Deus em todo território nacional, por isso quero atentar para algumas questões:

1º. Não cabe a nós afirmar as verdadeiras intenções de tais pregadores. Pois quem nos constitui juizes? A palavra de Deus é clara.

(Mateus 7:1) - NÃO julgueis, para que não sejais julgados.

Só Deus tem o direito de julgar, se são lobos na pele de cordeiros terão que responder com o bem mais precioso que possuem, suas almas. E sua condenação será eterna, pois do homem pode se esconder a verdade, porém ninguém pode esconder nada de Deus.

Salmos 139: SENHOR, tu me sondaste, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces.

O verdadeiro crente, o que confia no senhor, sabe que a sua justiça não falha.

(Provérbios 3:32) - Porque o perverso é abominável ao SENHOR, mas com os sinceros ele tem intimidade.

2º. Esses blogs tem conseguido chamar a atenção de muitos crentes, pois tem pessoas que lêem essas matérias e ficam no aguardo do próximo escândalo, como tietes lendo revista de fofocas de artistas.

(João 3:19) - E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.

Tem pessoas que tem maior prazer com mal, com a intriga, com a ira, do que na palavra sadia de Deus que traz vida e amor aos corações. Quem tem prazer no mal, esta nas trevas, queira o bem, e viva na luz.

3º. Existia na época de Cristo uma classe de pessoas que agiam desta forma, eles eram os fariseus, que usavam de uma falsa santidade para apontar o erro do próximo, veja o que fizeram a Jesus.

(Mateus 12:14) - E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem.

Pois não são os lideres os cabeças da igreja, e cada fiel é um membro do corpo de Cristo. Pois desacredite a cabeça e todo corpo cairá, e será que essa é a vontade de cristo. Ensinar a rebeldia aos fieis é pecado.

(I Samuel 15:23) - Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.

4º. Não venho aqui para dizer que estas pessoas que buscam a divulgação de seus sites, por intermédio da difamação, são na verdade pessoas de má intenção, pois como já disse anteriormente não devo eu julgar, mais tento retirar as escamas dos olhos, para que não sejam instrumentos de incredulidade. E tudo que prego, o faço no amor de Cristo, o mesmo amor que peço que tenham para com todos. Jesus deu exemplo que o amor deve superar a desconfiança.

(Lucas 23:34) - E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes.

Jesus estava sendo morto, e mesmo sendo inocente não perdeu tempo com acusações, mais pedia clemência pelos pecadores, pois ele acreditava no arrependimento do homem, e que todos são ignorantes do mal que fazem por não compreender a Deus e sua vontade.

5º. Certa vez uma pessoa me questionou, porque eu divulgava sites que faziam pirataria, disponibilizando músicas para serem baixadas, eu respondi, como poderia eu mostrar o certo se eu me afastasse de quem cometia o erro. Por isso não estranhe se eu faço parceria, com sites no qual eu não concordo com o conteúdo por ele disponibilizado. Pois como luz do mundo, eu não devo me esconder mais ir de encontro com as trevas.

6º. Que fique registrado que a maior lição que Jesus nos deixou foi o amor.

Mateus 22: 37 - E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 38 Este é o primeiro e grande mandamento. 39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40 Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

Por isso qualquer site ou blog Cristão que não tem seu conteúdo baseado nestes princípios não pode ser luz na vida de seus leitores.

Obs.: Tenho comentando muito isso nas postagens desses blogs e, como resposta, tive uma vez de um blogueiro dizendo que ele está fazendo o mesmo que João Batista fazia em sua época: denunciar o pecado e o erro dos outros afim de que se arrependam e se concertem. Lamentável esses blogs serem como as revistas de fofocas, alimentando a contenda, porfia, calúnia e difamação, denegrindo a imagem dos evangélicos na mídia.

Fonte: Ida Gospel

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Carta à Igreja Brasileira

“Aos anjos da igreja do Brasil escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, dos quais tu não podes te esconder.[1]Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, mas estás morto. Te gabas de ser protagonista de um grande avivamento, mas não sabes que estás moribundo. Teu avivamento artificial e sensacionalista não me comove, nem tampouco produz transformação na sociedade onde estás inserido.[2]

Conheço as tuas obras, as tuas estratégias, o teu marketing, e mesmo que te aches quente, na verdade não és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Tua mornidão e apatia já me causam náuseas. Estou a ponto de te vomitar.[3]Tu te achas rico, por causa de tuas suntuosas catedrais, como se Eu me impressionasse com sua exuberância; te esqueceste que Eu não habito em templos feitos por mãos? [4]Tu dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.[5]

Tua riqueza é fruto de extorsão, de manobras políticas, de sacrifícios dos mais pobres, que caem em suas teias por desconhecerem a minha Palavra. Esqueceste que não quero sacrifícios, e sim misericórdia?[6]Começaste bem, mas te corrompeste. Deixaste de ser igreja, para ser empresa. Deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te de onde caíste! Arrepende-te, e pratica as primeiras obras. Se não te arrependeres, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, tirarei o teu alvará, e passarás a trabalhar na escuridão e na clandestinidade espiritual.[7]

Tenho contra ti que toleras o espírito do consumismo, e ainda o estimulas com suas correntes de prosperidade. Tenho lhe dado tempo para que te arrependas, mas tu não queres te arrepender.[8]Tu não te pareces comigo, mas com o mundo. As mãos que tu tens estendido ao Pai em louvor, não têm sido estendidas ao próximo em Amor. Em vez de buscar me conhecer mais, tu preferes conhecer as profundezas de Satanás,[9] ignorando que Eu mesmo o despojei através de minha Cruz.

Mas tendes no Brasil algumas pessoas que não contaminaram as suas vestes, nem a sua consciência.[10]Estas não se venderam aos modismos doutrinários, mas permanecem fiéis, retendo o que receberam. A estas digo: Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. [11]Sei que habitas no meio a idolatria, superstições, feitiçarias, contudo, reténs o meu nome, e não negaste a minha fé[12].

O que tendes, retende-o até que eu venha. Ao que vencer, e guardar até o fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com Cetro de ferro as regerá, quebrando-as como são quebrados os vasos de oleiro; assim como também recebi autoridade de meu Pai.[13]Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz à igreja brasileira. [14]

Notas:[1] Apocalipse 2:18 [2] Apocalipse 3:1 [3] Apocalipse 3:15-16 [4] Atos 7:48 [5] Apocalipse 3:17 [6] Oséias 6:6 [7] Apocalipse 2:4-5 [8] Apocalipse 2:20-21 [9] Apocalipse 2:24; Colossenses 2:15 [10] Apocalipse 3:4 [11] Apocalipse 3:11 [12] Apocalipse 2:13 [13] Apocalipse 2:25-27 [14] Apocalipse 2:29

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Manifesto: Culto de Doutrina


Essencial ao discipulado é o ensino. Sem a transmissão de conhecimento sobre quem é Jesus e quais são as suas ordens(Mat.28.20), como esperar obediência? Filhos abandonados pelos pais, ou filhos que abandonam a instrução e os conselhos de seus pais e acham que a vida pode ser levada sem responsabilidade, pensando que ela(a vida) é uma eterna “aventura”, não prestarão bons serviços à sociedade.

Nem prometem muito aqueles membros de igreja que regularmente evitam as fontes de instrução: a leitura e o estudo da Palavra de Deus, a Escola Bíblica, os cultos onde a instrução bíblica recebe prioridade, a leitura de livros de qualidade, escritos por homens de Deus desejosos de comunicar sistematicamente a Palavra. Jesus Cristo gastou horas incontáveis no ensino, instruindo seus discípulos. Nessa escola onde o Mestre era o próprio Jesus Cristo, eles precisavam aprender algumas lições, dentre elas estão:

1. Os discípulos precisavam aprender e interiorizar tudo que o Senhor era e as verdades que Ele ensinava para o próprio desenvolvimento dos discípulos.

2. Também como futuros mestres, necessitavam aprender para poder ensinar. Após a ascensão de Jesus Cristo eles se tornariam seus substitutos na liderança visível da Igreja. Como eles foram instruídos, passariam a instruir. Precisamos voltar a dar valor ao Culto de Doutrina. Doutrina é o ensino ou instrução das verdades fundamentais da Biblia apresentadas de uma forma sistemática.

Mas, porque devemos participar de forma consistente do Culto de Doutrina?

1. O conhecimento doutrinário é essencial para o pleno desenvolvimento do caráter cristão. As crenças firmes produzem caráter firme; crenças bem definidas produzem convicções bem definidas.

2. O conhecimento é um baluarte contra o erro (Mat.22.29; Gal.16-9; 2Tim.4.2-4).

3. O conhecimento doutrinário é parte necessária do preparo mental de quem deseja e ensina a Palavra de Deus(Tg.1.5).

Diante do exposto, oremos para que o Espírito Santo ilumine as nossas mentes; que elas sejam despertadas e, que entendamos e atendemos o nosso chamadoCamaragibe.

“A Graça Salvadora do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e o amor de Deus, nosso Eterno Pai, e a comunhão do Espírito Santo sejam sobre vós”(2.Co.13.13).

Autor: Pastor Luis Carlos
Igreja Batista Missionária em Aldeia - Camaragibe

terça-feira, 14 de julho de 2009

Tipos de Pregador e seus Públicos-Alvo


Há quase 20 anos, fui convidado pela primeira vez para participar de uma agência nacional de pregadores. Um companheiro de púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa agência”. Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?” E a sua resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam que tipo de pregador desejam ter em seu evento, e nós cuidamos de tudo. Negociamos um bom cachê”.

É impressionante como o pregador, nos últimos anos, se transformou em um produto. Há alguns meses, depois de eu ter pregado em uma igreja (não me pergunte onde), certo pastor me disse: “Gostei da sua pregação, mas o irmão conhece algum pregador de vigília?” Achei curiosa essa pergunta, pois eu gosto de oração, já preguei várias vezes em vigílias, porém, segundo aquele irmão sugeriu, eu não serviria para pregar em uma vigília!

Em nossos dias — para tristeza do Espírito Santo — pertencer a uma agência de pregadores tornou-se comum e corriqueiro. E os convites para ingressar nessas agências chegam principalmente pela Internet. Nos sites de relacionamento encontramos comunidades pelas quais os internautas mencionam quem é o seu pregador preferido e por quê. Certa jovem, num tópico denominado “O melhor pregador”, declarou: “Não existe ninguém melhor que ninguém; cada um tem a sua maneira de pregar, e cada pessoa avalia segundo o seu gosto”.

Ela tem razão. Ser pregador, hoje em dia, não basta. Você tem de atender às preferências do povo. Já ouvi irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.
Conheçamos alguns tipos de pregador e seus públicos-alvo:

Pregador humorista. Diverte muito o seu público-alvo. Tem habilidade para contar fatos anedóticos (ou piadas mesmo) e fazer imitações. Ele é como o famoso humorista do gênero stand-up comedy Chris Rock. De vez em quando cita versículos. Mas os seus admiradores não estão interessados em ouvir citações bíblicas. Isso, para eles, é secundário.

Pregador de vigília. Também é conhecido como pregador do reteté. Aparenta ter muita espiritualidade, mas em geral não gosta da Bíblia, principalmente por causa de 1 Coríntios 14, especialmente os versículos 37 e 40: “Se alguém cuida ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor… faça-se tudo decentemente e com ordem”. Quando ele vê alguém manejando bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), considera-o frio e sem unção. Ignora que o expoente que agrada a Deus precisa crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18; Jo 1.14; Mt 22.29). Seu público parece embriagado e é capaz de fazer tudo o que ele mandar.

Pregador de congresso. Anda de mãos dadas com o pregador de vigília, mas é mais famoso. Segundo os admiradores dessa modalidade, trata-se do pregador que tem presença de palco e muita “unção”. Também conhecido como pregador malabarista ou animador de auditórios, fica o tempo todo mandando o seu público repetir isso e aquilo, apertar a mão do irmão ao lado, beliscá-lo… Se for preciso, gira o paletó sobre a cabeça, joga-o no chão, esgoela-se, faz gestos que lembram golpes de artes marciais… Exposição bíblica que é bom… quase nada!

Pregador de congresso agressivo. É aquele que tem as mesmas características do pregador acima, mas com uma “qualidade” a mais. Quando percebe que há no púlpito alguém que não repete os seus bordões, passa a atacá-lo indiretamente. Suas principais provocações são: “Tem obreiro com cara de delegado”, “Hoje a sua máscara vai cair, fariseu”, “Você tem cara amarrada, mas você é minoria”. Estas frases levam o seu fanático público ao delírio, e ele se satisfaz em humilhar as pessoas que não concordam com a sua postura espalhafatosa.

Pregador popstar. Seu pregador-modelo é o show-manBenny Hinn, e não o Senhor Jesus. É um tipo de pregador admirado por milhares de pessoas. Já superou o pregador de congresso. É um verdadeiro artista. Veste-se como um astro; sua roupa é reluzente. Ele, em si, chama mais a atenção que a sua pregação. Seus admiradores, verdadeiros fãs, são capazes de dar a vida pelo seu pregador-ídolo. Eles não se importam com as heresias e modismos dele. Trata-se de um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter.

Pregador milagreiro. Também tem como paradigma Benny Hinn, mas consegue superar o seu ídolo. Sua exegese é sofrível. Baseia-se, por exemplo, em 1 Coríntios 1.25, para pregar sobre “a unção da loucura de Deus”.Cativa e domina o seu público, que, aliás, não está interessado em ouvir uma exposição bíblica. O que mais deseja é ver sinais, como pessoas lançadas ao chão supostamente pelo poder de Deus e fenômenos controversos. Em geral, o pregador milagreiro, além de ilusionista e “poderoso” (Dt 13.1-4), é aético e sem educação. Mesmo assim, ainda que xingue ou ameace os que se opõem às suas sandices e invencionices, o seu público é fiel e sempre diz “aleluia”.

Pregador contador de histórias. Conta histórias como ninguém, mas não respeita as narrativas bíblicas, acrescentando-lhes pormenores que comprometem a sã doutrina. Costuma contextualizar o texto sagrado ao extremo. Ouvi certa vez um famoso pregador dizendo: “Absalão, com os seus longos cabelos, montou na sua motoca e vruuum…” Seu público — diferentemente dos bereanos, que examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11) — recebe de bom grado histórias extrabíblicas e antibíblicas.

Pregador cantante. Indeciso quanto à sua chamada. Costuma cantar dois ou três hinos (hinos?) antes da pregação e outro no meio dela. Ao final, canta mais um. Seu público gosta dessa “versatilidade” e comemora: “Esse irmão é uma bênção! Prega e canta”. Na verdade, ele não faz nenhuma das duas coisas bem.

Pregador massagista. É hábil em dizer palavras que massageiam os egos e agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5). Procura agradar a todos porque a sua principal motivação é o dinheiro. Ele não tem outra mensagem, a não ser“vitória”, principalmente a financeira. Talvez seja o tipo de pregador com maior público, ao lado dos pregadores humorista, popstar e milagreiro.
Pregador sem graça. É aquele que não tem a graça de Deus (At 4.33). Sua pregação tem bastante conteúdo, mas é como uma espada: comprida e chata (maçante, enfadonha). Mas até esse tipo de pregador tem o seu público, formado pelos irmãos que gostam de dormir ou conversar durante a pregação.

Pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7). Prega a Palavra de Deus com verdade. Estuda a Bíblia diariamente. Ora. Jejua. É verdadeiramente espiritual. Tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus. Seu paradigma é o Senhor Jesus Cristo, o maior pregador que já andou na terra. Ele não prega para agradar ou agredir pessoas, e sim para cumprir o seu chamado. Seu público — que não é a maioria, posto que são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6) — sabe que ele é um profeta de Deus. Esse tipo de pregador está em falta em nossos dias, mas não chama muito a atenção das agências de pregadores. A bem da verdade, estas também sabem que nunca poderão contar com ele…

Qual é a sua modalidade preferida, prezado leitor? Você pertence a qual público? E você, pregador, qual dos perfis apresentados mais lhe agrada?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Princípios para uma Ministração Abençoada

"Quem te não temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos" - Apocalipse 15:4.

Temos aqui um tema que requer de nós especial atenção. Para alguns, trata-se de um terreno desconhecido. E mesmo para aqueles que têm algum conhecimento, sempre será um desafio novo. Cada culto é uma experiência nova, de onde extraímos lições que vão nos moldando e formando em nós o perfil de verdadeiros adoradores, que em função desse aprendizado, vão sendo confirmados como ministros diante da congregação.

A ministração do louvor exige total responsabilidade, entrega e dedicação, daí o fato de que se trata de um ministério, e ministério com peso pastoral. A administração desse serviço se faz garantir através de princípios divinos que devemos encarnar, praticar e deles depender sempre. Esses princípios nos livram da mediocridade e contribuem para que busquemos a excelência nesse ministério, em louvor ao nosso Deus! (Fl 1:10-11).

Sensibilidade - Salmos 43:3 Sensibilidade fala de percepção, de revelação, de ter luz. É uma ferramenta essencial, pois facilita em muito a nossa tarefa. É indispensável no momento do culto, na relação que temos com o Espírito, com os músicos e com as pessoas em geral.

Dependência do Espírito - Efésios 5:18. É dependência geral, total e irrestrita. Paulo diz que onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (II Co 3:17). O dirigente deve ganhar a visão de que o culto é do Espírito Santo e Ele sabe o que é melhor para cada pessoa (Rm 8:26-27). Ele indica o cântico, a frase, a oração a ser feita, enfim, tudo.

Inspiração (Palavra de Deus) - Salmos 22:25. O dirigente sempre precisa estar inspirado. A inspiração nasce do nosso tempo diário com Deus (Sl 34:1). A fonte principal é a Palavra. Quanto mais Palavra eu tiver, mais inspirado serei (Cl 3:16).

Expressão - Gálatas 5:22. A Palavra diz que o coração alegre aformoseia o rosto (Pv 15:13). O fruto do Espírito produz amor, paz, alegria etc. O dirigente deve meditar naquilo que canta. Esse exercício constante resulta numa expressão de vida abundante.

Segurança (saber o que fazer) - II Coríntios 3:4-6. A congregação espera que o dirigente a conduza na ministração. É como o motorista de um coletivo cheio de pessoas. Todos esperam que ele tenha conhecimento do que faz e possam assim chegar ao seu destino.

Identificação (sacerdote) - Hebreus 5:1. O dirigente é um sacerdote, um intermediário entre Deus e os homens. Portanto, deve estar profundamente identificado com os interesses do Senhor e dos homens. O ministério de Jesus - Hebreus 2:12. O dirigente deve ter a visão de que Jesus está em meio à congregação cantando louvores. Deus habita no meio dos louvores do seu povo (Sl 22:3).

Conclusão: Se estivermos atentos a estes princípios, colheremos resultados surpreendentes do nosso trabalho. A igreja será abençoada, edificada, e o Senhor glorificado junto ao seu povo.

Deus abençoe!

Autor: Ronaldo Bezerra
Fonte: http://www.ronaldobezerra.com.br

Existem Vantagens em Orar no Monte?

Monte Sinai

“Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.

Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo.4:19-24).Muitos acreditam e ensinam que o crente precisa adquirir o hábito de orar no monte, e um dos motivos seria que o Senhor Jesus tinha este costume. Muitos também acreditam que o monte é um lugar para se ter uma maior intimidade com Deus em oração, pois se trata de um lugar tranqüilo, livre de qualquer coisa que possa atrapalhar os momentos. De fato, o Senhor Jesus orava no monte e com certeza era e ainda é um lugar mais propício para o crente ter momentos de oração mais íntimos, mais sossegados.

Mas existe um problema: a mistificação do local. Criou-se uma crença entre muitos irmãos de que no monte Deus fala poderosamente; onde vemos sinais sobrenaturais como bolas de fogo, ramos secos que ardem como brasas, homens de branco, etc. É no monte, segundo eles, que o Senhor nos ouve melhor, onde o “fogo desce”, onde a glória de Deus se manifesta. Existem até lugares que eles consideram como “consagrados” para se falar com Deus, quando existe todo um ritual antes de se subir no local, uns tiram os calçados, outros oram se auto-consagrando para subirem.

Uns se consideram até mais santos do que os outros só pelo fato de subirem ao monte regularmente; outros quase que obrigam certos irmãos a subirem, com a proposta de que estes não voltarão sem alguma resposta divina. Muitos também levam pedidos de oração para serem queimados no monte, garrafas com água para consagração, uns se vestem de branco,etc.Resumindo, o monte deixa de ser uma opção para ser uma obrigação do crente. O Senhor Jesus orava no monte por uma questão de opção: “E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só.” (Mt.14:23).

Como sabemos, Cristo em seu ministério terreno, estava na maior parte do dia rodeado por muitas pessoas, além dos seus discípulos. “E, aproximando-se dele um escriba, disse: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei. E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.” (Mt.8:19,20). Isto significa que o Senhor não tinha um lugar fixo, uma moradia fixa, Ele sempre percorria os lugares fazendo a obra de Deus.

Não existe nenhuma recomendação do Senhor que os crentes devem freqüentar o monte: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.” (Mt.6:5-8).

Esta é a recomendação de Cristo para os seus discípulos, os crentes, porém não significa que o melhor lugar seja o quarto. O que Cristo nos ensina moralmente aqui é que não devemos demonstrar através da oração que somos mais espirituais que os outros (é o que acontece com muitos que vivem orando no monte).No livro de Atos e nas cartas às igrejas não existe nada sobre oração no monte. Em 1Ts. 5:17, Paulo escreveu: “Orai sem cessar”, sem especificar o lugar.Entendemos que não importa o lugar e sim a motivação e intenção do coração. O lugar é irrelevante diante do Senhor. A Bíblia nos ensina que o Espírito Santo habita no crente (Rm. 8:9,11; 1Co. 3:16; 6:19; 2Tm. 1:14), e por isso Deus está conosco em qualquer lugar.

E a Bíblia afirma também que este mesmo Espírito intercede por nós: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.” (Rm. 8:26). Não é pelo fato de se subir ao monte para orar que a oração do crente será mais valorosa, ou mais digna de aceitação perante o Senhor, ou então que a resposta virá mais depressa, ou que haverá um reconhecimento da parte de Deus pelo esforço de se subir lá.Imaginem: no mundo, existem milhares ou até milhões de crentes em Cristo que estão totalmente impossibilitados de orarem em algum monte, ou até mesmo em certos lugares por causa da perseguição.

Quantos que estão encarcerados, acamados, em cadeiras de rodas, amputados e nem por isso Deus desconsiderará suas orações.Graças a Deus que vivemos em um país livre de perseguições religiosas de um modo geral, e este é um dos motivos que temos o monte como uma opção para adorarmos a Deus!

Autor: Anderson - Casa de Oração - Muriaé - MG
Fonte: Webservos

Comentário do editor: aos irmãos que gostam de orar no monte e se sente bem em fazer isto, que continuem, pois estão indo na intenção de orar e buscar a Deus. Aos que não gostam, não critiquem os que fazem isso. Não sou contra à oração no monte, eu mesmo já frequentei algumas vezes, porém não devemos mistificá-lo, pensando que Deus só responderá nossas orações se forem feitas lá.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Que Cargo você Ocupa na Igreja?


O livro de Atos é um registro da história da igreja apostólica, desde seu nascimento em Jerusalém até sua chegada a Roma, a capital do império. Nessa trajetória muitas lutas foram travadas, muitas perseguições foram enfrentadas, mas, também, muitas vitórias foram celebradas. No capítulo 11 de Atos, nos versículos 1 a 26, Lucas relata o testemunho de Pedro aos irmãos da igreja de Jerusalém, como Deus abrira a porta do evangelho aos gentios. Segundo Warren Wiersbe, ilustre comentarista bíblico, esse relato nos enseja algumas preciosas lições.

1. Algumas pessoas fazem as coisas acontecer (At 11.4-17) - Pedro, mesmo relutante em atender à ordem de Deus, dispôs-se a levar o evangelho aos gentios. A parede da inimizade que separava os judeus dos gentios havia sido quebrada pela morte de Cristo (Ef 2.11-19). Essa notícia foi estonteante para os judeus tradicionais, uma vez que eles imaginavam que os gentios precisavam primeiro se tornar judeus para depois serem cristãos. Pedro, obedecendo ao desiderato divino, foi à casa do gentio Cornélio e pregou a ele e a toda a sua família o evangelho e eles creram e foram salvos. Damos graças a Deus porque Pedro não resistiu ao propósito de Deus e se tornou instrumento nas mãos do Eterno para as coisas acontecerem.

2. Algumas pessoas escutam que as coisas acontecem (At 11.1) - Chegou ao conhecimento dos apóstolos e dos irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus (At 11.1). Argüiram a Pedro sobre seu procedimento e exigiram explicações pelo fato de ele ter entrado na casa de gentios incircuncisos e até ter comido com eles. Essas pessoas dão mais valor à tradição religiosa do que às pessoas. Valorizam mais os rituais do que o amor. Elas imaginam que Deus não pode amar aqueles a quem elas rejeitam. Elas não são agentes para fazer a obra de Deus; apenas escutam com censura o que está acontecendo.

3. Algumas pessoas se opõem às coisas que acontecem (At 11.2,3) - Os membros legalistas da assembléia de Jerusalém atacaram Pedro por este ter entrado na casa do gentio Cornélio e tomado uma refeição em sua casa. Diante da argüição dos opositores, Pedro explicou que sua atitude foi em plena submissão à orientação do Espírito Santo (At 11.12) e desobedecer a esse mandato seria o mesmo que resistir ao próprio Deus (At 11.15-17). Por um momento essas pessoas se apaziguaram (At 11.18). Mais tarde alguns indivíduos, da seita dos fariseus, que desceram da Judéia para Antioquia teimavam em ensinar que os gentios precisam primeiro se tornar judeus para depois se tornarem cristãos (At 15.1-5). Para esclarecer esse ponto vital para o Cristianismo, foi necessário, que os apóstolos e os presbíteros se reunissem em Jerusalém num concílio geral a fim de silenciar aqueles que tentavam limitar a liberdade do evangelho.

4. Algumas pessoas ajudam outras pessoas a fazerem as coisas acontecer (At 11.19-26) - Quando a igreja de Jerusalém ouviu acerca do crescimento da igreja em Antioquia da Síria enviou para lá Barnabé, um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Este, imediatamente lembrou-se de Saulo que estava em Tarso e o convocou para juntar-se a ele na obra. Barnabé, o filho da consolação, fez do seu ministério uma plataforma de investimento na vida de outras pessoas, para que elas pudessem ser usadas também nas mãos de Deus. Longe de ser obstáculo para os que queriam fazer a obra como os fariseus legalistas, Barnabé era um facilitador, um cooperador e um encorajador daqueles que estavam engajados na obra.

Precisamos perguntar a nós mesmos, quem somos dentro da igreja: Pessoas que fazem as coisas acontecer? Pessoas que apenas escutam que as coisas estão acontecendo? Pessoas que se opõem ao que está acontecendo ou pessoas que ajudam outras pessoas a fazerem as coisas acontecer?
Em qual dessas molduras está a sua fotografia?

Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes
Fonte: Monte Sião

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Maioria dos Cristãos Americanos não Acreditam que o Cristianismo seja o Único Caminho para a Vida Eterna


A maioria dos Cristãos Americanos acredita que muitas religiões podem conduzir à vida eterna, e entre eles, a grande maioria diz que nem sequer é necessário ser-se Cristão para ir para o Céu, mostra uma nova sondagem.

Sessenta e cinco por cento dos Cristãos consideram que há vários caminhos para a vida eterna – rejeitando, em última análise, a exclusividade dos ensinamentos de Cristo, de acordo com o último inquérito realizado pelo Fórum Pew sobre a Religião e a Vida Pública.

Mesmo entre os evangélicos Protestantes ‘brancos’, 72 por cento dos que dizem que muitas religiões podem levar à vida eterna, nomeiam pelo menos uma religião não Cristã como o Judaísmo ou o Islamismo, ou nenhuma religião sequer, que pode conduzir à salvação.

O Dr. Albert R. Mohler, Jr., presidente do Seminário Teológico Baptista do Sul intitulou os resultados da sondagem de “uma crise teológica para os evangélicos Americanos”, segundo o USA Today.

“Isto representa, na melhor das hipóteses, um mau entendimento sobre o Evangelho, e na pior, uma rejeição do Evangelho”, disse o proeminente teólogo evangélico.

A maioria dentre os evangélicos brancos, dentre os Cristãos brancos de corrente dominante e dos protestantes ‘pretos’, que não acreditam na exclusividade de salvação, consideram que o Catolicismo e Judaísmo podem levar à vida eterna, como mostram os resultados do Fórum.

Menores, mas ainda assim grande percentagem (mais de metade) dos Cristãos brancos de corrente dominante, Protestantes pretos e Católicos brancos que acreditam existir múltiplas vias para a vida eterna dizem que também o Islão pode conduzir à salvação; entre os evangélicos brancos, 35 por cento concordam. E mais de metade dos Cristãos de corrente dominante e dos Católicos brancos que têm esta visão alargada das portas do Céu consideram que o Hinduísmo pode guiar à vida eterna, em comparação com 33 por cento dos evangélicos brancos e 44 por cento de Protestantes pretos.

Surpreendentemente, os cristãos acreditam que o ateísmo também pode permitir um bilhete para o Céu. Quarenta e seis por cento dos cristãos brancos de corrente dominante, 49 por cento dos católicos brancos e 26 por cento dos evangélicos brancos que acreditam que muitas religiões levam à salvação acham que o ateísmo também pode levar à vida eterna.

Mohler apelidou os resultados de “uma depreciação do evangelicalismo e da pregação evangélica.”

“O ensinamento bíblico de como Jesus Cristo proclamou ser o único caminho para a salvação é claro”, contou ele ao USA Today.

Explicando o desafio que muitos crentes enfrentam na cultura actual, Mohler observou: “Vivemos numa época em que queremos dizer a toda a gente que estão a ir muito bem. É extremamente desconfortável voltarmo-nos para alguém e dizermos: ‘Você irá para o Inferno a menos que chegue a um conhecimento salvífico de Jesus’.”

A primeira vez que o Fórum Pew inquiriu os Americanos foi em 2007. Na ocasião, em vista da exclusividade da salvação. O levantamento realizado sobre 35.000 adultos mostrou números surpreendentes; com 57 por cento de participantes de igrejas evangélicas admitindo que acreditam que muitas religiões podem levar à vida eterna e, globalmente, 70 por cento dos Americanos partilham dessa opinião.

Mas quando os resultados da sondagem foram lançados em Junho deste ano, os críticos relataram falhas na pesquisa, tais como a definição de evangélicos do Fórum Pew e da falta de clareza da expressão “muitas religiões podem levar à vida eterna.” Os críticos dizem que é possível que alguns inquiridos possam ter interpretado “muitas religiões” como outras denominações Cristãs além da seu própria, enquanto que outros podem ter pensado num sentido mais lato, incluindo credos não Cristãos.

A nova sondagem, realizada entre 31 de Julho e 10 de Agosto de 2008, tendo uma amostragem de cerca de 3.000 adultos, serve para esclarecer os resultados anteriores.
E alarmantemente, 52 por cento de todos os Cristãos Americanos pensa que pelo menos algumas religiões não Cristãs podem conduzir à vida eterna.

Além disso, apenas 30 por cento das pessoas afiliadas nalguma religião admite que é a crença de uma pessoa que determina a vida eterna; 29 por cento dizem que a vida eterna depende das acções da pessoa, e 10 por cento acreditam que é uma combinação de acções e crença.

Os evangélicos brancos eram o grupo menos propenso a considerar que as acções são o que determina quem obtém a vida eterna quando comparados com os brancos de corrente dominante, Protestantes pretos e Católicos brancos; e eles eram os mais prováveis de aceitar que a salvação depende da crença (64 por cento), em comparação com apenas 25 por cento dos Cristãos brancos de corrente dominante.

Apesar das constatações alarmantes, o Fórum Pew deu a conhecer uma tendência que pode ser uma boa notícia para os Cristãos evangélicos.

A percentagem de Cristãos evangélicos que dizem que a sua fé é a verdadeira subiu de 39 por cento em 2002 para 49 por cento em 2008. A visão de exclusividade religiosa também cresceu entre os Protestantes pretos, todos os Católicos e, ligeiramente, entre os Protestantes brancos de corrente dominante.

Fonte: Christian Today e Gospel+

Por Amenidades da Cristandade

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