segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Os inimigos da masculinidade cristã


Há uma preocupação latente nos dias de hoje. Temos visto profundas transformações políticas e sociais em nossa nação e, ao mesmo tempo, um processo denso de desconstrução essencial na figura masculina que habita a pós-modernidade. O homem que diz ser “macho” já é taxado nesta sociedade de “machista”. E o homem que se feminiza exacerbadamente é elevado às alturas da aceitação pública e midiática.

Ser homem neste tempo é mais do que um desafio – é um peso que os fracos não podem suportar.

A comunidade da fé está enfraquecida porque os homens estão escondidos em algum quarto de frente para uma televisão jogando GTA. As esposas estão chorando e cansadas porque tem dois meninos em casa para criar: um de 2 anos e o outro de 30. As crianças encontram mais referências pessoais na TV, na Internet ou na rua do que em casa. Definitivamente, homem é uma “raça” em extinção!
  Programa que ensina a Bíblia vira febre na Internet

No entanto, o que pode mudar neste cenário? Será que continuaremos assistindo de camarote a derrocada da família tradicional por causa da omissão de maridos e pais? Será que não há mais esperança para essa mulher ou para essa criança? Será que a sociedade continuará sofrendo com as estatísticas cada vez mais avassaladoras que minimizam a expectativa e a qualidade de vida do homem no mundo? Sinceramente e particularmente, não tenho uma resposta concreta para tantas perguntas, mas sei que há um Deus Soberano no trono desta criação.

E este Deus, tão glorioso que é e tão misterioso, assumiu a identidade do homem. Este Deus se fez homem. Ele reavivou a esperança do mundo pela instrumentalidade do gênero humano masculino. Não é à toa que por um só veio o pecado e que por um só também veio a justiça (Rm 5.17).

Jesus tem a palavra da vida eterna que redime o homem do que seu maior inimigo: si mesmo.

E é debaixo do ensino de Jesus que podemos encontrar a solução deste mal que tem devastado lares, casamentos e histórias lindas em potencial. Vamos elencar abaixo cinco inimigos da masculinidade cristã e já ponderarmos caminhos para que possamos derrota-los; e, assim, vivenciarmos grandes transformações em nós e nos nossos. São eles:
Imaturidade espiritual

Um homem não é feito da noite pro dia. E.M Bounds diz que “é preciso 20 anos para se preparar um sermão, porque são necessários 20 anos para formar um homem”. E isso não tem muito a ver com o tempo em si, e sim com o esforço pelo crescimento que gera recompensa. Numa sociedade fast-food como a nossa, adentrar em projetos de longo prazo parece para muitos uma perda de tempo, contudo é esse o caminho bíblico para o amadurecimento espiritual que resultará no pastoreio do lar. Homens imaturos espiritualmente estão falhando na liderança de suas casas, impedindo que suas esposas e filhos desejem mais a Cristo e busquem a glória de Deus. A imaturidade espiritual se vence pelo exercício da piedade cristã, se devotando mais a Jesus e abandonando as alianças que foram feitas com a carne e os desejos maus.
Imaturidade econômica

Somos bombardeados pelo consumismo e pelo entretenimento, de modo que o dinheiro simplesmente nos falta devido à sua má gestão. Gastamos muito naquilo que não é essencial e falhamos quase que todo dia na arte de economizar. Tudo isso é uma demonstração de que o senso próprio de responsabilidade no Reino está enfraquecido, quiçá inexistente. Precisamos enfrentar o sentimento irresponsável e inconsequente (tão comum nos adolescentes) e direcionar a razão para as decisões que implicam diretamente nas nossas contas e necessidades básicas. Não adianta sair gastando com cinema, viagem ou com aqueles milhares de luxos supérfluos e ter a dispensa vazia por conta disso.

E também precisamos nos dedicar ao nosso emprego, buscando “segurá-lo” (ainda mais no país com a crise que está) e não dando brechas para uma possível demissão sem justa causa. A imaturidade econômica tem roubado o sono de muitos cônjuges e o homem é o maior responsável pela proteção da casa, inclusive financeira. É importantíssimo que se busque a orientação bíblica, a sabedoria do alto pela oração e o aconselhamento com vistas de restabelecer a ordem e a decência na administração dos recursos que Deus dá para a sua família subsistir mês a mês.
Imaturidade física

O homem possui ombros mais largos para poder servir melhor a sua família fisicamente. Não somos mais fortes para abusarmos de nossas esposas e filhos, nem para trata-los com violência e ira, mas para protege-los e cuidarmos melhor de todos no recôndito familiar. Satanás tem manipulado mentes neste tempo fazendo o homem gastar todas as suas energias na produção da violência e do orgulho, quando Deus o criou para usar tal energia para fins de serviço e cuidado. Não permita que o seu corpo deixe de louvar ao Criador por causa das influências malignas que tentam te reduzir a uma imagem e uns músculos. Seja um homem santo que se alegra na verdade de que é a habitação do Espírito de Deus!

*Tirando o caso de quem possui uma enfermidade ou incapacitação física, temos em Deus uma vocação para maturidade física, de modo que seja visível a nossa proeminência masculina na sociedade.

Portanto, combine na sua maneira de viver o compromisso e o vigor para que sua família seja protegida e, o teu Deus, exaltado.
Imaturidade sexual

Este inimigo precisa ter o seu poder reconhecido. O homem pós-moderno é um escravo sexual. Somos tentados todos os dias a reduzir a mulher a um corpo de carne andante, e não temos o controle muitas vezes dos nossos impulsos lascivos. A questão da imaturidade sexual se revela e se esclarece no discipulado (ou na falha dele). Os jovens cristãos de hoje em dia não estão conseguindo entrar no casamento virgens, e muitos se enganam pelo que ouvem na escola ou na faculdade. Na questão da moralidade sexual, ser “retrógrado e atrasado” é a chave para o sucesso futuro com o seu cônjuge. Quando não sabemos lidar bem com isso, principalmente mediante ao que tememos ou não acerca da vontade de Deus para nós, tendemos a nos frustrar precocemente. E a precocidade pode se agravar na relação direta com a sua esposa.

Lute pela santidade no seu casamento. Considere que o sexo não é apenas prazer (contudo, não é apenas para fins reprodutivos), e que o escopo do desígnio de Deus para a vida humana passa por sua sexualidade. Uma sexualidade sadia adora àquele que a criou; porém, uma sexualidade adoecida é um mal-em-si que entristece o Espírito Santo. Não seja vencido pela fraqueza sexual e não se omita na sua busca pela maturidade neste aspecto da vida. Se esforce pelos meios de graça e se fortaleça no amor divino, bem como no amor marital.
Imaturidade pessoal

A nossa maior batalha é a batalha pela integridade e pela piedade. Temos todas as armas, mas não basta apenas deter o poderio bélico contra a imaturidade pessoal. Precisamos de coragem para não recuarmos ante os desafios que sempre exigirão de nós confissão, arrependimento e muitas mudanças nos hábitos e nas escolhas. Precisamos aprender com o fracasso, reconhecer as fraquezas e admitir derrotas. Mas também precisamos nos posicionar firmemente em nossas relações conjugais, familiares e comunitárias, demonstrando que somos adultos e responsáveis na colaboração e na construção de uma nova consciência, aquela que prioriza a Deus, o cônjuge, os filhos, a comunidade e a cidade, não negociando a ordem dessas prioridades em nossas vidas.

A masculinidade bíblica, para ser aplicada nos dias de hoje, exige muita coragem de quem a intenta aplicar. Não basta ter boas ideias na mente e palavras belas nos lábios; é preciso de mãos e pés firmados na verdade, na santidade e no amor. Não podemos nos permitir viver fora de um olhar fixado na pessoa de Jesus Cristo, que é o nosso Modelo Supremo de ser homem, e não devemos aceitar que este mundo nos defina, pois a Escritura já estabeleceu que fomos recriados pela fé à imagem do Filho, que foi e é homem como ninguém ousou ser, e que nos ajuda em todas as dificuldades, dores, perdas e tribulações.

Fonte: Gospel Prime, por Maycson Rodrigues

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Cristãos como peças de engrenagem



As igrejas evangélicas contemporâneas adotaram uma prática religiosa que limita o crescimento pessoal de seus membros. Essa é a visão do pastor Ed Rocha, que está à frente de um movimento de discipulado chamado Pier49.

Para o pastor Rocha, as igrejas centralizadas – que ele chama de senzala – terminam tornando a experiência em comunidade algo artificial e impedem que os fiéis tenham oportunidade e liberdade de questionar seus líderes.

“Existem igrejas que querem formatar você. Numa igreja com o sistema senzala, as pessoas são atraídas pela presença de Deus, mas são estimuladas — muitas vezes de forma sutil e subliminar — a serem formatadas”, opina.

As grandes congregações, com centenas ou milhares de membros, têm uma deficiência: seus pastores são limitados em sua capacidade de influenciar corretamente. “A psicologia diz que você consegue influenciar até 100 ou 150 pessoas no máximo. Passando disso, o relacionamento passa a ser plástico”, diz o pastor.

“Em um modelo de liderança centralizada, as pessoas não podem ser quem são, dizer o que pensam e se expressar como gostariam. Elas acabam se formatando dentro de um molde predeterminado que, muitas vezes, é contrário à sua própria natureza. As pessoas acabam abraçando os hábitos, os jargões, a linguagem, o comportamento e a cultura daquela igreja para se sentirem parte do grupo”, avalia.

A cultura evangélica nacional é um ponto de sustentação do argumento do pastor, já que não é raro encontrar, dentro das diversas correntes do evangelicalismo brasileiro, subdivisões que são marcadas pela forma característica de se vestir, cultuar e até dialogar, à base de termos (reteté, por exemplo), que só fazem sentido naquele universo comunitário.

“Jesus liderava através da humildade e do serviço. O sistema de liderança de Jesus não é centralizador, não depende tudo dele. Pelo contrário, ele empodera as pessoas e compartilha a autoridade que ele tem”, observa o pastor.

O avivamento, tão sonhado pela Igreja, pode acontecer através de uma mudança na forma de discipular os fiéis: “Jesus chamou para serem discípulos quem ele queria. Na igreja você acaba tendo que discipular pessoas que não escolheria. Mas o sistema te força a isso, porque é um sistema de discipulado geográfico. A afetividade não é levada em conta a afetividade e você acaba recebendo pessoas que você não deveria confiar a intimidade do seu lar”.

Polêmico, Rocha sugere que a afinidade entre os fiéis seja um critério para a formação de pequenos grupos, que se reúnem em cultos domésticos, estudos da Palavra, lazer e outras atividades.
“Quando há um relacionamento baseado em amor, é possível olhar nos olhos e dizer o que se pensa, porque não há medo de perder o relacionamento. Quando o relacionamento é baseado em comportamento, a pessoa fica sempre preocupada em ofender, fazer algo errado e perder a conexão”, afirma Rocha.

“Muitas igrejas têm essa mentalidade de máquina, onde quando você não começa a funcionar de acordo com o padrão, é trocado por outro que funcione. Nesse tipo de relacionamento comportamental, nós somos peças na máquina. A partir do momento em que a peça está defeituosa, ela é trocada e esquecida. É colocada uma peça nova que faz a máquina continuar funcionando”, critica o pastor.


Por fim, Ed Rocha demonstra audácia ao fazer uma crítica severa, mas construtiva: “O problema é que hoje, em nosso sistema eclesiástico, o que sustenta a igreja não é o amor, mas sim a performance. Só quando nós abraçarmos o modelo de discipulado por afetividade e de igreja descentralizada que Jesus deixou para nós, iremos viver a plenitude do nosso chamado como igreja, que é ser uma família”, conclui.

Fonte: Gospel+, por Pr. Ed Rocha

segunda-feira, 17 de julho de 2017

O Deus que se revela




Moisés disse ao Senhor: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Êxodo 33.18). Efetivamente, ele perguntou: “Quem tu és, Deus?”. Deus respondeu com estas palavras: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer” (versículo 19). Ele prometeu se revelar. Mas nenhum homem pode ver a Deus e viver. Isso é demais para qualquer ser humano, e para o homem pecador, em particular.

Deus ordenou que ele se levantasse sobre a penha, e disse: “Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (vv. 22-23). Moisés fez bem em perguntar a Deus quem ele é, em vez de dizer a Deus quem ele gostaria que Deus fosse. Assim, Deus estava se revelando parcialmente a Moisés. Ele passaria, protegendo-o com sua própria mão, e proclamaria o seu próprio nome. Isso significava muito mais do que simplesmente pronunciar o nome Yahweh — “SENHOR” em nossas traduções em português — para que Moisés ouvisse. Deus proclamaria a sua natureza:

“E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!” (34.6-7).

“SENHOR, SENHOR” — ali Deus se revelou a Moisés pelo seu nome pessoal, Yahweh. Ele é o grande Eu Sou. Ele é o Deus autoexistente, imutável, por quem todas as coisas existem, e ele é misericordioso, gracioso, longânimo, cheio de bondade e verdade.

O perdão é tão importante que é expressado usando três termos semelhantes: “perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado”. Ele abunda em perdão e misericórdia. Mas o nosso Deus, de acordo com Sua autorrevelação, também é justo. Nosso texto afirma que ele não vai simplesmente inocentar o culpado. Seria contrário à sua natureza simplesmente ignorar o pecado. A justiça deve ser feita por causa de quem Deus é. Nosso Deus deve ser fiel a quem ele é. Mas como ele pode ser misericordioso e justo ao mesmo tempo? Como ele pode agir de uma maneira consistente com esses dois atributos? Se ele mostra somente misericórdia, a justiça é posta de lado. Se somente a justiça for satisfeita, não há misericórdia.

A resposta é a encarnação e a cruz. O Pai, por ser misericordioso e justo, enviou o Filho para representar todos aqueles que o Pai havia dado a ele (João 17.18-23; Efésios 5.25-32). Sem deixar de ser Deus, o Filho tomou para si uma natureza humana, e tendo sido concebido pelo Espírito Santo e nascido da virgem Maria, ele viveu perfeitamente sob a lei de Deus, guardando a lei que Adão quebrou. Ele voluntariamente foi à cruz, levando os seus eleitos, como sua cabeça federal (representativa), para serem um com ele, e levando o nosso pecado. Ele, então, suportou a ira do Pai, pagando a dívida que não podemos pagar.

Paulo diz em 2 Coríntios 5.21: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”. Ao fazer-nos um com Jesus, o Pai pode ter a sua ira derramada sobre o Filho. A justiça foi feita e nossa culpa foi removida. Na cruz de Jesus, nós encontramos tanto a maravilhosa misericórdia quanto a perfeita justiça de Deus em plena exibição.

Voltemos para Moisés. Ele sabia que nenhum homem poderia ver a Deus e viver, mas Deus disse que enquanto a sua glória passasse, ele colocaria Moisés numa fenda da rocha e cobriria o profeta com a sua mão. Davi conhecia bem essa figura, dizendo: “O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte” (Salmo 18.2). E Paulo deixa claro que a Rocha da nossa salvação é Jesus (1 Coríntios 10.1-4). Nosso Deus faz por aqueles que confiam em Cristo o que ele fez por Moisés. Ele nos esconde na fenda da Rocha. Ele nos esconde em Jesus. Em Cristo, os nossos pecados são perdoados. Nele, somos salvos da ira de Deus. Nele, conhecemos tanto a justiça quanto a misericórdia.


Fonte:
Ministério Fiel - David Kenyon
Tradução: Camila Rebeca Teixeira
Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva
Original: Who is God?

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Estamos de Volta



Depois de longos meses de ausência, retornamos hoje às atividades, com muitas novidades! Fiquem atentos e continuem acessando, pois faremos uma série de posts com indicação de bons livros e matérias especiais sobre os comentários bíblicos existentes no mercado. Não percam!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

3 verdades para dizer à tentação



Como verdadeiro filho de Adão, nascido com uma afeição natural pelo pecado, não me faltam oportunidades de considerar o pecado e de considerar o desejo de cometê-lo em suas mais diversas variedades. Como marido, pai, pastor e membro de igreja, não me faltam oportunidades de falar com os outros sobre seus pecados e tentações. E recorrentemente me vejo voltando a verdades mais simples, a palavras que podem e devem ser ditas à tentação.

A primeira coisa a se falar ao pecado que o tenta é: esse não é quem eu sou! Aquela tentação, aquele pecado, não é mais parte da sua identidade. Aqueles que colocaram sua fé em Cristo Jesus estão em Cristo Jesus – “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo (1 Coríntios 15.22). Agora há uma união em Cristo que provê uma identidade nova. “Vocês não pertencem a si mesmos, porque foram comprados por preço” (1 Coríntios 6.19-20). 

Se Cristo é a videira, você é um ramo enxertado na videira e feito indissociável dela (João 15.5). Você não é mais quem você era. Você é uma nova criatura, refeita a imagem de Cristo. Você foi justificado, adotado e santificado. Em sua salvação, você foi transformado de forma que a sua mais profunda identidade, sua identidade eterna, não é mais de Satanás, mas de Cristo. Não mais pecaminosa, porém santa. Seja quem você é!

A segunda coisa a se dizer à tentação é: você não tem poder sobre mim! Houve um tempo em que o pecado e a tentação tinha completo poder sobre você. Você estava sob domínio de Satanás, escravo do pecado e da injustiça (Romanos 6.20). Porém, não mais. Ao colocar sua fé em Cristo, você foi liberto da autoridade do pecado. “(…) sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destituído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado” (Romanos 6.6-7). 

Não apenas isso, o Espírito Santo fez de você sua habitação (1 Tessalonicenses 4.8), e ele dá poder para não pecar, além de poder escolher alegremente a justiça. O único poder que o pecado tem é o que você o dá quando se recusa a se utilizar da força “esmagadora de pecados” do Espírito Santo. Nunca se esqueça que o seu pecado não tem poder sobre você.

A terceira coisa para falar para sua tentação é: você promete demais e entrega de menos! O pecado sempre promete muito, mas entrega pouco. Apenas pense no que o pecado prometeu para Adão e Eva (Gênesis 3.4-5) e o que ele realmente entregou a eles (de Gênesis 3.7 a Apocalipse 22.21). Pense no que o pecado prometeu a Abraão, Sansão, Davi, Judas, Pedro, Ananias e Safira e compare com o que ele custou para essas pessoas. Além disso, pense em Jesus e o que o pecado custou para ele (embora o pecado fosse dele por imputação, não por comissão)! 

Se você ler sua Bíblia, mesmo que com o olho entreaberto, você não conseguirá deixar de perceber o abismo entre o que o pecado oferece e o que ele entrega. Se você rever sua vida com um mínimo de honestidade, você perceberá esse mesmo abismo. O pecado promete alegria, mas traz dor. Promete felicidade, mas traz vergonha. Promete vida, mas traz morte. Promete liberdade, mas traz culpa. Promete o céu, mas traz o inferno. É sempre, sempre uma mentira.

A tentação de pecar é inevitável quando você é um ser pecaminoso, vivendo em um mundo de pecado. Mas de fato pecar não é, de forma alguma, inevitável quando somos feitos santos, por meio de Jesus Cristo. Aprenda a falar a verdade, a verdade dele, a todas as tentações.

Fonte: Reforma 21, por Tim Challies

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Mais de 3 bilhões de pessoas ainda não ouviram falar de Jesus


O “Ide” é um chamado que continua ativo, pois uma pesquisa recente concluiu que aproximadamente 3,1 bilhões de pessoas nos dias atuais ainda não ouviram falar de Jesus Cristo. O levantamento foi feito pela organização cristã Joshua Project, que se dedica a identificar e mapear os grupos étnicos que mais precisam de atenção das agências missionárias.

Em termos de percentual, esse número é quase metade da população atual do planeta: 42,3%. E o pior cenário de difusão da mensagem do Evangelho é a Ásia, onde cerca de 60% dos habitantes nunca ouviram falar de Jesus. De acordo com informações da Rede Super, a Joshua Project usa uma escala para definir o nível de penetração do Evangelho nos países, o que ajuda formar um panorama de compreensão a respeito de quais etnias não foram alcançadas.

Nesse cenário, quando um grupo tem mais de 10% de cristãos, então ele passa a ser considerado “significativamente alcançado”. Caso esse número varie entre 2% e 10%, é classificado “parcialmente alcançado”, e com taxas inferiores a 2%, a escala o considera “minimamente alcançado”.

Quando o cenário é olhado do ponto de vista de países, a organização considera “pouco alcançados” aqueles que tem mais de 50% de cristãos professos, mas não praticantes, que é o caso da região leste no continente europeu. Os países classificados como “não alcançados” são aqueles que têm menos de 2% de evangélicos e menos de 5% de cristãos professos, como é a atual situação da Índia, que tem a segunda maior população do mundo.

No Brasil, que tem 309 grupos étnicos diferentes mapeados pela Joshua Project, existem 29 que ainda não foram alcançados. No entanto, esses grupos são uma minoria, pois apenas 0,1% do Brasil ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo, o que soma pouco mais de 118 mil pessoas.


Os países que mais precisam de missionários são a Saara Ocidental, que tem 99,9% da população muçulmana, e o Marrocos, onde existem apenas 12 mil cristãos professos, o que soma 0,2% da população.

Fonte: Gospel+

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Calvinismo X Arminianismo




Calvinismo (Graça Decretada) x Arminianismo (Graça Livre)

O Calvinismo e o Arminianismo são dois sistemas teológicos que tentam explicar a relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana em relação à salvação. O Calvinismo recebeu este nome por causa de John Calvin (João Calvino), teólogo francês que viveu de 1509 a 1564. O Arminianismo recebeu este nome por causa de Jacobus Arminius, teólogo holandês que viveu de 1560 a 1609.

Os dois sistemas podem ser resumidos em cinco pontos. O Calvinismo defende a “depravação total”, enquanto o Arminianismo defende a “depravação parcial”. Segundo a “depravação total”, cada aspecto da humanidade está contaminado pelo pecado, e por isso, os seres humanos são incapazes de vir a Deus por iniciativa própria. A “depravação parcial” defende que cada aspecto da humanidade está contaminado pelo pecado, mas não ao ponto de fazer que os homens sejam incapazes de colocar sua fé em Deus por iniciativa própria.

O Calvinismo defende a “eleição incondicional”, enquanto o Arminianismo defende a “eleição condicional”. A “eleição incondicional” afirma que Deus elege pessoas para a salvação baseado inteiramente em Sua vontade, e não em nada que seja inerente à pessoa. A “eleição condicional” afirma que Deus elege pessoas para a salvação baseado em sua pré-ciência de quem crerá em Cristo para a salvação.

O Calvinismo defende a “expiação limitada”, e o Arminianismo defende a “expiação ilimitada”. Este, dos cinco pontos, é o mais polêmico. A “expiação limitada” é a crença de que Jesus morreu apenas pelos eleitos. A “expiação ilimitada” é a crença de que Jesus morreu por todos, mas que Sua morte não tem efeito enquanto a pessoa não crê.

O Calvinismo defende a “graça irresistível” e o Arminianismo, a “graça resistível”. A “graça irresistível” defende que quando Deus chama alguém para a salvação, esta pessoa inevitavelmente virá para a salvação. A “graça resistível” afirma que Deus chama a todos para a salvação, mas muitas pessoas resistem e rejeitam este chamado.

O Calvinismo defende a “perseverança dos santos”, enquanto o Arminianismo defende a “salvação condicional”. A “perseverança dos santos” se refere ao conceito de que a pessoa que é eleita por Deus irá perseverar em fé e nunca negará a Cristo ou se desviar Dele. A “salvação condicional” é a visão de que um crente em Cristo pode, por seu livre arbítrio, se desviar de Cristo e, assim, perder a salvação.


Observação: esta é uma postagem introdutória sobre o assunto. Teremos outras, em que abordaremos com mais profundidade e discorreremos sobre nossa posição sobre o tema, não percam!

Fonte: Got Questions

segunda-feira, 4 de julho de 2016

15 maneiras de lutar contra a pornografia com a Espada do Espírito



É quase impossível escapar da sensualidade no mundo Ocidental. O sexo está na televisão, nos filmes e na nossa música, na lateral dos ônibus, durante o intervalos de programas, nos nossos livros e nas olhadas bem de perto nos caixas do supermercado. O sexo está ao nosso redor nos shoppings, pingando de cada comercial de cerveja, e a dois andares de altura nos outdoors. O pecado sexual está andando nas nossas escolas de ensino médio, se exibindo nas nossas universidades e se escondendo em nossas igrejas.

E, é claro, o sexo está na internet. Pornografia e sites relacionados a sexo compõem 60 por cento do tráfico diário da web. Dos usuários de internet nos E.U.A., 40 por cento visitam sites pornográficos pelo menos uma vez por mês, e este número aumenta para 70 por cento quando a audiência está entre 18 e 34 anos de idade do sexo masculino. Metade dos hóspedes de hotel compram pornografia nos seus quartos. 90 por cento da faixa de 8 à 16 anos de idade com acesso à internet já viram pornografia online, e a média de idade exposta é de onze anos.

O sétimo mandamento não está sendo simplesmente quebrado, mas esmagado em pedacinhos.

E o pecado sexual não é só um problema “lá fora”. Qualquer pastor lhe contará histórias sobre como pecado sexual tem destruído pessoas na sua congregação. Nenhum de nós está imune aos perigos de imoralidade sexual. Em um estudo feito pela Christianity Today muitos anos atrás, 40 por cento dos ministros confessaram ter visitado websites pornográficos. Uma outra pesquisa encontrou que 21 por cento visita regularmente. Ainda outra pesquisa no site Pastors.com encontrou que 50 por cento dos pastores reportaram que viram pornografia no ano anterior. E ainda há o problema subjacente do coração. O sétimo mandamento não somente proíbe adultério e pornografia. Proíbe toda ação, olhar, conversação, pensamento ou desejo que incita concupiscência e impureza.

Então, como poderíamos, neste mundo em que vivemos, e com corações saturados com sexo, obedecer o sétimo mandamento? Permita-me sugerir quinze passagens das Escrituras que podem nos ajudar a lutar contra a pornografia e a tentação da imoralidade sexual.

1) Provérbios 5.18-19Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,  como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente.” Este parece ser um texto estranho para lutar contra tentação sexual, mas casais casados precisam saber que eles possuem legal prazer à sua disposição. Nós precisamos saber que sexo é bom, intimidade é bom, corpos unidos em matrimônio são bons. Sexo bom e glorioso é uma guerra espiritual para um casal.

2) Lamentações 3.25-27 Bom é o Senhor para os que se atêm a ele, para a alma que o busca. Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do Senhor. Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.” Este versículo é para solteiros. Claro, esta passagem não se trata de estar esperando por um cônjuge. É sobre esperar no Senhor. Mas o ponto principal é: o Senhor é bom para aqueles que nele esperam. Ele sabe o que você precisa. Os versículos anteriores nos dizem:

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim.  Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.” Não pense “Como poderei viver sem sexo por mais um ano ou uma década ou duas?” Pense no hoje. O Senhor tem te dado graça para este dia e Ele te dará graça a cada dia subsequente no qual você segue Deus em meio a desejos não atendidos.

3) 1 Pedro 3.15Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós.” Antes que você dê uma segunda olhada ou antes que você se vista para que os outros olhem para você, pense: “Será que isso me deixará mais preparado para falar de Jesus para alguém? ” A sensualidade mata os sentidos espirituais e nos faz menos corajosos e testemunhas menos eficazes para Cristo.

4) 2 Pedro 3.10-14Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão… Pelo que… procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.” Você quer estar traindo o seu cônjuge, masturbando ou assistindo pornografia quando Cristo retornar?

5) Tiago 1.14-15 Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” Esta passagem nos ajuda a compreender como funciona a tentação e nos faz lembrar que nos sentirmos tentados não é necessariamente o mesmo que pecar. A tentação nos atrai a fazer aquilo que não devemos. E isso não é pecado. Quando o desejo é alimentado, concebe, e dá luz ao pecado (pecado na carne ou pecado na mente).

O pecado então cresce e amadurece, e leva à morte. Não é lascívia sentir-se atraído por alguém ou notar que ele ou ela é bonito ou bonita. Não é lascívia ter um forte desejo por sexo. Não é lascívia estar entusiasmado com sexo dentro do casamento. Não é lascívia, inadvertidamente, perceber que uma mulher está tomando banho no terraço. É pecado continuar notando e começar a maquinar. Atice o fogo da concupiscência desta paixão e isso trará morte. Apenas pergunte ao Rei Davi.

6) Hebreus 2.17-18Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.” Jesus foi tentado, não como nós somos, a partir de uma natureza pecaminosa. Mas haviam vozes externas que chamando-o a pecar.

Que não subestimemos a real natureza das suas tentações e rebaixemos sua simpatia e sua habilidade de ajudar. Jesus estava faminto no deserto. Ele teve um desejo, uma necessidade. Ele foi tentado a fazer das pedras pão para que ele desfrutasse o prazer da comida. Mas ele disse ao diabo, “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4.1-3). Em nossos momentos de tentação sexual, precisamos pensar, “Não é a carne que me sustenta e sim Jesus.”

7) Romanos 14.21 Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.” Como Cristãos, queremos ajudar uns aos outros a evitar o pecado, não levar um ao outro a pecar com flerte, piadas grosseiras e roupas indecentes.

8) Mateus 5.27-30Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo seja lançado no inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que todo o teu corpo seja lançado no inferno.” Nós não somos bons lutadores. Criamos desculpas.

Não nos tornamos radicais. Fazemos algumas orações, nos sentimos mal o tempo todo, pedimos a um amigo para que nos diga como estamos indo de vez quando e é só. Precisamos de ação mais decisiva do que estas. Evite os filmes, jogue sua TV fora, arranque seu olho – custe o que custar na luta contra a concupiscência. Há muitas pessoas de corpo inteiro indo para o inferno e não muitos amputados espirituais indo para o céu.

9) Gálatas 6.7 Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” Há, frequentemente, consequências temporais por desobediência. Pode ser DSTs, um passado vergonhoso antes do casamento, consciência culpada, vícios enraizados, distração no trabalho, um fetiche pornográfico que você passa para os seus filhos, destruição da sua família, seu casamento ou seu ministério. Há também consequências eternas se você se entrega a este pecado. Gálatas 6.8: “Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna.

10) 1 Coríntios 6.15-20 Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo… Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.”

Precisamos de uma teologia do corpo: o corpo é bom, mas não é seu. Jesus não morreu somente para resgatar nossas almas. Ele também morreu pelo seu corpo. E ele agora pertence a Deus. Ele é um membro do corpo de Cristo agora. Certamente, não queremos usar o corpo de Cristo numa aventura sexual ou seus olhos em verem pornografia ou sua mente em fantasia sexual.

11) 2 Coríntios 5.17Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” O liberalismo cultural diz: “Seja você mesmo”. A doutrina da autoajuda diz: “Você pode encontrar uma versão melhor de si mesmo se você procurar a fundo”. O moralismo diz: “Seja uma pessoa melhor”. A Bíblia diz: “Você é uma nova pessoa pela graça de Deus, agora viva de acordo”. “Seja quem você é” é a motivação do evangelho para a santidade.

12) Hebreus 10.24-25 E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.” Ninguém luta uma guerra sozinho, e ninguém terá vitória contra o pecado sexual sozinho. Você precisa conversar com outros a respeito das suas dificuldades e também simplesmente ouvir.

Seja honesto. Faça boas perguntas. Não simplesmente confesse e sinta-se bem. Arrependa-se e mude. Não simplesmente simpatize; admoeste. Acompanhe seus irmãos e irmãs. Orem e relembrem uns aos outros do evangelho.

13) Tiago 4.6Antes, dá maior graça. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes.” Deus sempre dá mais graça. Então continue vindo a Ele com o seu pecado e todas as transgressões dos seus mandamentos. Confesse como Davi no Salmo 51 que você pecou contra Deus. Confesse que Deus é a parte mais ofendida como resultado do seu pecado e então creia como Davi em Salmo 32: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano”. Nós nunca experimentaremos vitória contínua sobre o pecado a não ser que sejamos rápidos em nos voltar para Cristo todas as vezes que caímos.

14) Mateus 5.8Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.” Este tem sido o versículo que mais tem me ajudado na luta contra a lascívia e a tentação com imoralidade sexual. Devemos lutar contra desejo com desejo. Satanás nos tenta oferecendo algo que será prazeroso para nós. Não somos tentados a nos deliciar com salsichas de fígado, porque para a maioria de nós, isso não nos promete grandes prazeres, mas o sexo sim. A pornografia sim. Uma segunda olhada sim.

A Bíblia nos fornece diversas armas para lutar contra a tentação. Nós podemos dizer para nós mesmos que é errado, que é pecado, que levará a coisas ruins, que não é o que eu devo fazer como Cristão. Todas estas coisas ajudam. Porém, a arma que raramente utilizamos é mais prazer. Precisamos lutar com o prazer efêmero do pecado sexual com o ainda maior e mais duradouro prazer que é conhecer a Deus. A luta por pureza sexual é a luta da fé.

Pode soar como nada além de trabalho duro e ranger de dentes – o oposto da fé. Porém, a fé é o centro desta luta. Será que acreditamos que um vislumbre de Deus é melhor do que um vislumbre de pele? Acreditamos que o amor inabalável de Deus é melhor que a vida (Salmo 63.3)? Nós provavelmente pecaríamos menos se gastássemos menos tempo pensando a respeito nos nossos pecados, sexuais ou não, e mais tempo meditando no amor e na santidade de Deus.

15) Efésios 1.19-21 “…e qual a sobre-excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro.” O grande poder que criou o mundo, e nos salvou, e ressuscitou Jesus de dentre os mortos – este mesmo poder está agora operando em você.

Devemos crer que Deus é mais forte do que a tentação sexual, o pecado e o vício. Se você crê que Deus trouxe um homem morto de volta à vida, você deve crer que você pode mudar. Não da noite para o dia, geralmente, mas de um passo de glória para o próximo. Operai a vossa salvação de pecado sexual com temor e tremor, porque o poder de Deus já está agindo em você.

Fonte: por Kevin DeYoung, em Reforma 21 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O que Fazer Depois de Pregar?



A conclusão do sermão é um momento perigoso para o pregador. Ele acabou de passar entre 30 e 45 minutos em um dilúvio expositivo, descarregando seu estudo e seu zelo sobre a congregação. As 10-20 horas de preparação para o sermão já são história antiga e ele já entrou em seu carro para voltar para casa. É provável que ele esteja exausto - emocionalmente, espiritualmente e fisicamente. Se você é vocacionado para pregar, você entrega tudo no púlpito. Já passei por isso. E no decorrer dos últimos 30 anos, eu aprendi algumas valiosas lições sobre o que eu devo e não devo fazer depois de um sermão. Aqui estão três lições essenciais:

1) Espere ser atacado

Pregar é arrumar briga com o inimigo a cada semana. Paulo disse aos Coríntios: “... aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que creem”. (1 Coríntios 1.21) Isso significa que eles são arrebatados do “príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2.2). O ponto que quero enfatizar é que Deus usa a pregação como um meio de mudar as pessoas - arrancá-las do domínio do inimigo.

O lado negro tem uma opinião sobre essa atividade: ela precisa ser parada. Não seja ingênuo em pensar que após entregar a mensagem, você sairá da mira dele. A preparação da mensagem – com o estudo da Escritura, meditação e oração – tem benefícios de proteção. Depois do sermão, você está tipicamente esgotado e vazio. Em outras palavras, você está vulnerável a um ataque aéreo.

A carne também está trabalhando duro. A pregação suscita a tentação. De um lado está o orgulho de como Deus o está usando e do outro, a condenação porque Deus não o está. Além disso, há o problema da própria mensagem, na qual você falou muitas palavras sabendo que “na multidão de palavras não falta pecado”. (Provérbios 10.19)

Quando os homens pregam, há abundância de falhas. 

Se você já pregou por qualquer período de tempo, você sabe que toda mensagem tem alguns defeitos. Bem, essas fraquezas se tornam realmente intimas depois da pregação, batendo na sua porta para fazer uma visita. Não abra a porta! Elas irão invadir sua casa, perturbar sua paz e tingir toda a mensagem diante de seus olhos. Você se sentirá burro, condenado, como se o sermão inteiro não prestasse.

Há tempo e lugar para tudo debaixo do sol. Avaliar o seu sermão imediatamente depois da entrega fará com que você o odeie.

Depois de pregar, você precisa se preparar para os ataques do inimigo e da carne. Assim como os soldados se preparam para a ofensiva do inimigo, você precisa se preparar para ser atacado.

Antes, durante e depois dos ataques, corra para as boas novas do Evangelho. Compreenda que a pregação é sobre o poder da Palavra de Deus, não de suas próprias palavras. Lembre-se que jamais houve um sermão pregado na história do mundo que fosse tão ruim que pudesse drenar o poder da Palavra de Deus. Deus é grande o suficiente para fazer com que as pessoas se lembrem das palavras eternas dele e se esqueçam de suas palavras tolas. Você realmente crê que os propósitos de Deus dependem da qualidade da sua pregação? Não é isso o que você prega. Após a mensagem é sua hora de aplicar a mensagem à sua vida.

Depois de pregar, prepare-se para o ataque, lembrando que Deus é maior que os seus erros.
2) Aquiete a sua alma

Quando você estiver sendo atacado, sua alma estará barulhenta. Pensamentos de acusação darão pancadas na porta da sua mente, exigindo atenção. Ou talvez sejam ideias que inflam o ego, que elevam a sua vaidade às alturas e você acaba pensando sobre si mesmo “além do que convém” (Romanos 12.3). Em momentos assim, você precisa aquietar a sua alma.

Aquiete a sua alma confiando a Deus os resultados de seu sermão. Aquiete a sua alma fixando os seus pensamentos em Deus, não em seu desempenho. Se você se sente orgulhoso, lembre-se de que sua mensagem é insignificante, a menos que Deus a faça poderosa. Se você se sente condenado, lembre-se de que a Palavra do Senhor não volta vazia (Isaías 55:11). Seu sermão realizará exatamente o que Deus deseja. Felizmente, você não pode frustrar os bons planos do Senhor!

Você precisa ignorar os ataques que está experimentando e fixar sua mente nas coisas do alto (Filipenses 4.8). O melhor conselho para um pregador enquanto ele dirige depois de sair do culto da igreja é: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus”. (Salmo 46.10) Fazer isso mantém tanto as críticas quanto os elogios no lugar certo.

Uma vez que você entregou o seu sermão a Deus, descanse a sua mente. Faça algo para se distrair. Eu preciso de pelo menos 2 ou 3 horas para me recompor depois de um sermão. Eu passo esse tempo lendo, assistindo um programa ou até mesmo dormindo. Quando os meus filhos eram mais novos, eu fazia, às vezes, algo com eles que me distraísse e revigorasse.

Alguém certa vez disse que pregar um sermão é equivalente a 8 horas de trabalho manual. Não tenho certeza se isso é verdade, mas é, sem dúvidas, assim que eu me sinto! O objetivo é levar seu corpo e sua alma a se recuperarem para que estejam prontos para a próxima mensagem.

3) Não pesque 

Como a pregação incita tanto a acusação quanto a admiração, você será tentado a pescar elogios. Você fará perguntas indutivas projetadas para extrair respostas positivas - uma forma de energético identitário. Eu já fiz isso vezes demais. Há poucas coisas tão superficiais quanto um elogio solicitado, exceto, talvez, quando você está pescando elogios e acaba pegando uma crítica que entorta a sua vara. É útil lembrar que quando vai pescar, você frequentemente não sabe o que pode pegar.

O problema mais profundo por trás dessa expedição de pesca é que nós somos muito focados na entrega. Queremos saber que impressão causamos, qual foi a “sensação”, como se houvesse um barômetro para medir o que Deus estava realmente fazendo ou o que fará. Sentimos a necessidade de nos apoiarmos na aprovação e no elogio dos outros em vez de nos confiarmos a Deus.

É bom lembrar-se que a maioria dos pregadores recebe mais encorajamento em um mês do que outros profissionais recebem em uma década. Não pesque. E quando o encorajamento vier, transfira a glória para Deus.

E, por favor, não ouça o seu próprio podcast, seu próprio sermão. A razão é a seguinte: você é irremediavelmente subjetivo quando se trata de avaliar o próprio sermão. Você dedicou entre 15 e 20 horas à preparação, o que significa que a objetividade saiu da sala há dias. Se você realmente quer ajuda, escolha alguns pregadores experientes e membros confiáveis que não anseiam por sua aprovação e recrute sua ajuda para darem opiniões construtivas. Depois os agradeça por isso, independentemente do que disserem.

4) Conclusão

Charles Spurgeon, possivelmente o maior pregador dos últimos 300 anos, fez a famosa declaração: “Faz muito tempo que eu não prego um sermão com que fico satisfeito. Eu mal consigo lembrar-me se isso já aconteceu”. E ele era conhecido como “O Príncipe dos Pregadores”!

Se Spurgeon se encontrava insatisfeito com seus sermões, é seguro dizer que meros mortais como você e eu nos encontraremos numa posição semelhante.

Que estejamos preparados para esses momentos.

Faça o download do Checklist Pós-Pregação.

Fonte:
Ministério Fiel - Dave Harvey
Tradução: Francisco Brito
Revisão: Vinicius Musselman

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Seis perguntas que os dirigentes do culto devem fazer


Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. (João 4:23)

Acho que alguns dos problemas mais bobos do “serviço de culto” de muitas igrejas evangélicas poderiam ser resolvidos se os responsáveis pelo planejamento se fizessem melhores perguntas, ou seja, questões de princípios, questões autorreflexivas. Eu tenho algumas sugestões, naturalmente. Claro que essas não são as únicas questões que merecem ser levantadas, mais creio que elas providenciam alguns trilhos de proteção para aqueles que se envolvem com toda a liturgia de uma reunião de adoração, da preparação do sermão à música escolhida para os sacramentos, até os anúncios e todas as outras coisas próprias de um culto.

1. Existe algum suporte para esse elemento do culto nas Escrituras?
Mesmo que vocês não sejam uma igreja adepta do princípio regulador de culto, isso é inegociável.

2. Esse elemento é compreensível para os visitantes?
A compreensão total de todos os elementos não é possível, é claro, e aceitação espiritual não é possível para aqueles fora da fé, mas incrédulos e outros visitantes devem ser capazes de discernir o que vocês estão fazendo, mesmo que eles não entendam o porquê.

3. Esse elemento é edificante para os crentes?
Não simplesmente: Isso vai entreter ou deixar maravilhado, ou isso irá atrair a atenção ou provocar? Mas: Isso é edificante? Isso é útil para o crescimento dos santos em Cristo e no amor de Deus?

4. Esse elemento é ofensivo, alienante, ou marginalizante para algum setor ou subsetor do corpo de Cristo?
Pessoas reclamam de que a música está muito alta, o que muitas vezes é uma preocupação legítima para os mais velhos. As pessoas podem desconsiderar a música ou o sermão entediantes ou apresentados dessa maneira, mas às vezes é uma preocupação legítima para os mais novos. Obviamente, você não pode agradar a todos, já que isso envolve preferências, mas os elementos do nosso culto não devem ser apresentados insensivelmente ou desconsiderando a realidade do corpo. Em outras palavras, nós não vencemos as idolatrias estilísticas de uma demografia ao satisfazer as idolatrias estilísticas de outra. O que serve? O que ministra? O que é apropriadamente permitido para a participação no culto junto com o corpo de Cristo? Sobre esse assunto:

5. Esse elemento exalta a Deus ou aos homens?
Aplique quando for necessário para tudo, desde pontos do sermão até músicas especiais. Não é uma questão de denegrir o homem, ou de não reconhecer as pessoas por suas realizações e coisas do tipo. É uma questão boa para se perguntar já que se refere ao foco da adoração. Poderia ter vindo a calhar no planejamento dos estágios de um culto que assisti, em que uma musica sobre a possibilidade de mudar o mundo com as próprias mãos fazia parte da adoração. Ocorreu-me: “Espera – a quem eu estou adorando neste momento?”. E sobre esse assunto:

6. Esse elemento adorna o evangelho?
Esse elemento está a serviço do evangelho ou de alguma outra mensagem ou foco? Ou, alternativamente, esse elemento do louvor faz Jesus parecer grande?

Traduzido por Ju Néris | iPródigo.com | Original aqui | Compartilhado no PCamaral

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Carta a um cristão ansioso


Olá amigo! Eu queria te agradecer por sua carta. Tenho que admitir, entretanto, que lamento saber de suas muitas e penosas ansiedades. Elas são uma carga que você não deveria carregar. Você não está sozinho. O mundo está cheio de gente ansiosa. Eu não me refiro às pessoas que estão ansiosas pelas coisas de Deus – pecado e tentação ou o estado de suas almas. 

Ah, se tivéssemos mais desse tipo de ansiedade e menos das preocupações mundanas! Não, nós nos preocupamos com todo tipo de coisas – dinheiro e saúde, casamento e filhos, escola e trabalho, reputação e aparência, hoje e amanhã; nos preocupamos com o que vamos comer, beber e vestir – e essa lista poderia continuar pra sempre. Em meu caso, preciso admitir, de vez em quando a ansiedade cobre a minha cabeça como uma sombra negra que parece quase impossível de escapar.

Ainda assim, Sr. Ansioso, creio fortemente que um cristão tem tanto direito de se preocupar quanto tem de roubar, mentir ou matar. Isso é, ele não tem esse direito – é ilegal! Ansiedade é descrença, é ser dominado pelas circunstâncias, é uma desconfiança das promessas de Deus. Nos preocupamos, e preocupação é pecado. A ordem é clara, “Não andeis ansiosos” (Mateus 6.25), e “Não andeis ansiosos de coisa alguma” (Filipenses 4.6). Entretanto, alguns cristãos parecem, ao menos pra mim, que são as pessoas mais ansiosas que eu já conheci. Não era pra ser assim! Não é a ansiedade quem paga as contas, nem é ela quem coloca comida na mesa. Preocupar-se não melhora sua saúde nem prolonga seus dias. Nem um pouquinho. Como o salmista disse, “Nas tuas mãos, estão os meus dias” (Salmo 31.15).

Voltando à sua situação, deixe-me oferecer alguns conselhos. A forma de derrotar a ansiedade não é simplesmente esperar até as coisas melhorarem, mas exercitar uma fé presente no Deus da promessa. Então, se me permite, aqui estão minhas recomendações:

Primeiro, lembre-se da grandeza de Deus. Num primeiro momento, isso pode não parecer uma resposta. Afinal, muito de nossa ansiedade vem de uma sensação de que Deus tem coisas melhores pra fazer do que se preocupar com os detalhes de minha vida. No entanto, a verdade é o oposto disso. O profeta uma vez perguntou “Por que, pois, dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto ao SENHOR, e o meu direito passa despercebido ao meu Deus?” E como Isaías responde? Ele diz “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento”. Veja só, Deus se preocupa com os detalhes da sua vida justamente porque ele é um grande Deus. E assim o salmista canta “Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá” (Salmo 55.22).

Segundo, lembre-se do cuidado de Deus. A natureza, como você sabe, nos ensina muitas coisas sobre Deus, “Os céus proclamam a glória de Deus” (Salmo 19.1). E como Jesus ensinou, a natureza nos mostra o cuidado de Deus. Ele cuida das aves dos céus, dos lírios e da erva do campo. “Porventura, não valeis vós”, Jesus perguntou “muito mais do que as aves?”. É quase uma pergunta absurda, e certamente só pode ter uma resposta: sim! Qual pai se preocupa mais em aparar a grama do quintal do que com seus filhos? Dessa forma o apóstolo Pedro escreveu “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1 Pedro 5.6-7).

Terceiro, lembre-se do espírito da oração. Oração verdadeira, por sua própria natureza, é uma renúncia de si para Deus, “Seja feita a tua vontade na terra como é nos céus” (Mateus 6.10). E quando alguém consegue, pela fé, renunciar a si mesmo para Deus, simplesmente não há espaço para preocupação e ansiedade. Por essa razão o apóstolo Paulo disse “Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” (Filipenses 4.5-7).

Sr. Ansioso, eu gostaria que você sempre se lembrasse desta grande verdade central – tudo o que diz respeito a um crente está nas mãos de Deus. Você não recebeu toda bênção espiritual em Cristo para então se preocupar e ter medo, ficando ansioso. Esta é uma carga que você não deveria carregar. Eu sei que o mundo vai rir disso. “Fé cega”, eles gritam! “Irracional”, dizem outros. Deixe-me lembrá-lo que a fé é um escudo, e nenhum soldado é zombado por trazer um escudo para a batalha. 

Que Deus lhe dê o que o mundo não pode dar.

Seu Bom Amigo,

Sr. Paz

Fonte: por Kyle Borg, Reforma 21

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Paul Washer: A Santidade de Deus e a depravação do homem




A VINACC, entidade organizadora do Encontro para a Consciência Cristã, disponibilizará todas as palestras e pregações em vídeo gravadas ao longo dos anos, nas edições do evento. Os vídeos completos serão publicados no perfil oficial do evento no YouTube. 

As palestras e pregações foram gravadas ao longo das edições do Encontro para a Consciência Cristã, e tratam de vários assuntos de interesse do público cristão, como teologia, missões, apologética, liderança cristã, família, sexualidade, dependência química, louvor e adoração, feminilidade, fé e ciência e outros.

O primeiro vídeo postado foi a pregação do Pr. Paul Washer, sob o tema: A Santidade de Deus e a depravação do homem. Assistam e sejam edificados.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Tentação não é o mesmo que pecado


Esta é uma daquelas coisas que sabemos ser verdade em um nível intelectual, mas esquecemos facilmente em nossa experiência pessoal. Esta verdade é evidente a partir das Escrituras. Na Oração do Senhor, somos ensinados a orar “perdoa-nos as nossas dívidas” e “não nos deixeis cair em tentação” (Mt 6.12–13). Dívidas e transgressões exigem perdão; tentação exige libertação. Elas não são a mesma coisa. Só porque você está lutando com a tentação não significa que você está atolado em pecado. A progressão espiritual no coração do homem vai do desejo, à tentação do pecado para a morte (Tiago 1.14–15).

Somos instruídos a fugir da tentação, não porque já pecamos,​​mas porque no meio da tentação é que desesperadamente nos sentimos como nós queremos. Se ser tentado fosse em si uma marca da maldade, não poderíamos confessar que Jesus Cristo “em todos os aspectos foi tentado como nós somos, mas sem pecado” (Hb 4:15). É possível experimentar profundas tentações para o pecado, e continuar sendo inocente do pecado.

Por que essa distinção importa? Por, pelo menos, duas razões.

Em primeiro lugar, muitos cristãos passam pela vida com um peso de culpa e vergonha pelas tentações que parecem ser pecado, mas elas mesmas não são pecaminosas. Pegue a luxúria, por exemplo. Um homem viciado em pornografia está pecando. Um homem fantasiando sobre a aparência de uma mulher está cometendo luxúria em seu coração. Mas e um homem que percebe que uma mulher é atraente e, em seguida, hesita olhar mais e pensar mais profundamente sobre o que acabou de ver? Essa é provavelmente uma tentação e não um pecado. Pense em Davi e Bate-Seba. Supondo que ele estava no telhado cuidando de sua vida, não era errado Davi achar a mulher atraente. O problema foi que ele, em seguida, indagou a respeito dela. Este desejo cedendo à tentação, é o caminho para o pecado e a morte.

Por uma série de razões, devido ao mundo, a carne e o diabo, nós somos, como seres humanos, tentados. Somos tentados a nos vingar quando alguém nos magoa. Somos tentados guardar rancor quando alguém nos decepciona. Somos tentados a ficar com raiva e impaciência quando nossos filhos não conseguem se comportar direito. Somos tentados muitas vezes por dia, todos os dias. Se confundirmos a contemplação do pecado e a atratividade do pecado com o próprio pecado, vamos sentir uma culpa que não fomos feitos para sentir e perder a compaixão de Jesus que devemos experimentar (Hb 2.18).

Em segundo lugar, é importante manter a distinção entre tentação e pecado para não desistir do combate da fé muito rapidamente. Por que encarar tentações como pecado? E se Davi visse Bate-Seba com o canto do olho, percebesse que ela era bonita, tivesse um pensamento rápido de que ele poderia obter ela para si, mas, em seguida, pedisse a Deus para livrá-lo da tentação? O que ele precisava não era chafurdar nas profundezas do desespero sobre o seu coração concupiscente, mas de um posicionamento forte contra a tentação muito humana que estava lhe atacando.

De qualquer jeito, sejamos rápidos em arrepender-se quando pecamos em pensamento, palavra ou ação. Peçamos a Deus que nos perdoe as nossas dívidas reais. Vamos também orar com mais frequência e fervor “não nos deixeis cair em tentação e livrai-nos do mal.” O pecado e a tentação não são idênticos, mas ambos são ameaças para o cristão.

Fonte: Cedido por André Nascimento Freitas no Reforma21

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Voltando ao encontro do Pai



Com o pecado de Adão, toda a humanidade também se tornou pecadora (cf. Rm 3:23) e, por causa do pecado, o homem se distanciou de Deus. No entanto, a morte de Jesus na cruz possibilitou ao homem a sua reconciliação com o seu criador. O desejo de Deus é que toda a humanidade se reaproxime d'Ele (cf. 1 Tm 2:3-4), abandonando o pecado e vivendo uma vida abundante. A parábola de Lc 15:11-24 nos conta a estória de um jovem que se distanciou de seu pai, mas que se arrependeu do erro e voltou para os seus braços. É essa a atitude que Deus espera de nós. Então, vamos aprender com essa parábola o que precisamos fazer para voltarmos a Deus. 

1) TEMOS QUE TER CONSCIÊNCIA DE QUE NÃO PODEMOS VIVER LONGE DE DEUS – Vs. 17 – Aquele jovem “caiu em si”. Estava vivendo na miséria enquanto poderia ter tudo o que precisasse na casa de seu pai. Muitas vezes não percebemos as coisas erradas que estamos fazendo. É necessário deixar “cair a ficha” na nossa vida para enxergarmos a realidade em que estamos vivendo - Jesus está lhe chamando para que você se reconcilie com Ele hoje. Pense na vida que você está levando. É assim mesmo que você quer viver? Você tem consciência de que algo precisa ser mudado em sua vida? (texto de apoio: Sl 16:8 e 11). 

2) ESTAR AFASTADO DE DEUS DEVE NOS LEVAR A UM INCONFORMISMO – Vs. 17 – Aquele jovem passou grandes privações e sérios desconfortos longe de seu pai. No entanto ele não se conformou em continuar vivendo naquela situação e resolveu voltar para casa. Se você tem sentido algum desconforto na sua vida é sinal de que você está precisando da presença de Deus. Jesus quer lhe tirar desse desconforto e lhe proporcionar uma vida de bênção e paz. (texto de apoio: Rm 12:2). 

3) O ARREPENDIMENTO E UMA FIRME DECISÃO DE MUDANÇA DE VIDA NOS REAPROXIMARÁ DE DEUS – Vs. 18 – Deus não retém o seu perdão diante de um coração quebrantado e arrependido. Arrependimento requer mudança de direção. Precisamos decidir mudar de um caminho de pecado para um caminho que nos levará à presença de Deus - Jesus está lhe propondo um novo e vivo caminho. Ele quer lhe ajudar para que você deixe sua vida de pecados e passe a viver em santidade. (texto de apoio: At 3:19). 

4) PRECISAMOS TOMAR A ATITUDE DE IR AO ENCONTRO DE DEUS – Vs. 20 e 22 – Deus nos dá liberdade de escolha. Se a nossa escolha for voltar para Deus, precisamos ter a iniciativa de nos achegarmos até Ele. Ele estará sempre pronto e disposto a nos receber com alegria. Por mais atrativo que possa parecer o mundo, ele só nos trará frustração, ilusão e vazio. Deus não divide sua glória com ninguém e não pode se associar com o pecado. Portanto, não será possível viver “um pouco” com Deus e “um pouco” no mundo - Jesus está lhe dizendo hoje: vinde a mim, vinde a mim.... O seu chamado é constante. Você quer ir ao encontro de Jesus? (texto de apoio: Jo 6:37). Conclusão: Deus sempre esperou o momento em que nós nos reaproximaríamos d'Ele. Deus marcou um encontro com você nesta noite. Você não veio aqui por acaso. Ele quer te abraçar e lhe dar uma nova vida, cheia de bênção e alegria. Você deseja entregar sua vida a Jesus hoje? 

Fonte: Monte Sião

segunda-feira, 16 de maio de 2016

São os filhos castigados pelos pecados dos pais?




Pergunta: "São os filhos castigados pelos pecados dos pais?"

Resposta:
Os filhos não são castigados pelos pecados cometidos por seus pais; nem são os pais castigados pelos pecados de seus filhos. Cada um de nós é responsável pelos nossos próprios pecados. Ezequiel 18:20 nos diz: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”. Esse versículo mostra claramente que a punição do pecado vem sobre a pessoa que o cometeu.

Há um versículo que, quando não interpretado corretamente, tem levado alguns a acreditar que a Bíblia ensina punição do pecado entre gerações, mas essa interpretação é incorreta. O versículo em questão é Êxodo 20:5, o qual diz em referência a ídolos: “Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”. Esse versículo não está falando de punição, mas de consequências. Está dizendo que as consequências dos pecados de um homem vão influenciar muitas gerações. Deus estava dizendo aos israelitas que seus filhos sentiriam o impacto da geração de seus pais como uma consequência natural de sua desobediência e seu ódio contra Deus. Filhos criados em tal ambiente iriam praticar idolatria semelhante, caindo no mesmo tipo de desobediência. O efeito de uma geração desobediente era o de plantar perversidade de uma forma tão profunda que iria levar várias gerações para reverter a situação. Não somos responsáveis diante de Deus pelos pecados de nossos pais, mas às vezes sofremos como resultado dos pecados que nossos pais cometeram, assim como Êxodo 20:5 ilustra.

Como Ezequiel 18:20 mostra, cada um de nós é responsável pelos nossos próprios pecados e devemos carregar a punição pelas transgressões que cometemos. Não podemos dividir nossa culpa com uma outra pessoa, nem uma outra pessoa pode se responsabilizar por nossa culpa. Há, no entanto, uma exceção a essa regra, e ela é válida para toda a humanidade. Um Homem pode carregar os pecados de outros e pagar pela sua penalidade para que os pecadores possam ser justificados e purificados diante de Deus. Esse homem é Jesus Cristo. Deus enviou Jesus ao mundo para trocar Sua perfeição pelo nosso pecado. “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21). Só Jesus Cristo pode pagar pela punição do pecado de todo aquele que aproximar-se dEle em fé.

Fonte: Got Questions

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Aprendendo com Daniel a tomar decisões




“Daniel tomou a decisão de não se contaminar com os alimentos do rei e com seu vinho. Pediu ao chefe dos eunucos para deles se abster” (Daniel 1:8). 

Para muitas pessoas, tomar uma decisão é um grande desafio. Devido ao medo, elas preferem fugir dos problemas a resolvê-los. Decidir por algo não é fácil, pois exige cautela, reflexão e sabedoria, e é nesse momento que muitas pessoas ficam ansiosas, sem saber o que fazer. Todos nós temos sonhos e objetivos, contudo, o que vai nos garantir um futuro bem sucedido são as decisões corretas que tomaremos na vida. 

E para nos ajudar nesse desafio, podemos contar com os exemplos de Daniel, um jovem que decidiu agradar a Deus e deu um excelente testemunho em sua geração, ao ponto de seus inimigos não encontrarem nenhum motivo para o acusarem (leia Daniel 6:4,5). 

Veja algumas decisões que você deve tomar para ter uma vida vitoriosa: 

1) Decida ser uma pessoa de excelência 

Daniel foi um exemplo de pessoa que buscou a excelência em tudo o que fez. Ele era um jovem acima da média e a Bíblia cita muitas vezes as suas qualidades. “Porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e conhecimento, e entendimento (…)”. “Tenho ouvido dizer a teu respeito (…) que em ti se acham a luz, e o entendimento e a excelente sabedoria” (Daniel 5:12-14). 

Deus deseja que você tenha uma vida abundante (leia João 10:10), mas para isso, você precisa ser uma pessoa obediente à Sua Palavra e buscar a excelência em todas as áreas de sua vida. Não se acomode em ser apenas um frequentador de igreja ou um funcionário qualquer no seu trabalho. Busque crescer, aprender com os erros, e tome cuidado com as amizades que te afastem desse propósito. 

Se você buscar ser melhor a cada dia, você colherá muitos frutos bons (Provérbios 22:29). Quem escolhe fazer as coisas com excelência se destaca entre os outros e é recompensado por isso. Daniel era assim. A Bíblia diz: “Ora, Daniel, devido à superioridade de seu espírito, levava vantagem sobre os ministros e sátrapas e com isso o rei sonhava em pô-lo à frente de todo o reino. (…) Foi assim que Daniel prosperou durante o reinado de Dario e durante o de Ciro, o persa” (Daniel 6:3; 28). 

2) Decida ser uma pessoa de caráter 

Infelizmente, a maioria das pessoas valorizam mais o talento do que o caráter. Porém, Deus está procurando pessoas que honrem seus compromissos, que sejam honestas, justas e de boa índole. No Salmo 101:6 está escrito: “Meus olhos aprovam os fiéis da terra, e eles habitarão comigo. Somente quem tem vida íntegra me servirá”. 

Uma pessoa de caráter tem palavra (Mateus 5:37); é correta (2 Coríntios 8:21); e sempre honra o nome que tem (Provérbios 22:1). Ter caráter é muito importante, pois o talento pode até te levar a muitos lugares, mas só o caráter irá te sustentar. Você pode perder seus bens, sua saúde, sua família; mas nunca perca o seu caráter! 

3) Decida ter um relacionamento com Deus 

De todas as decisões que alguém pode tomar na vida, a mais importante e mais sábia é andar com Deus. E para isso, mais uma vez podemos tomar como exemplo Daniel: 

“Ouvindo essa notícia, Daniel entrou em sua casa, a qual tinha no quarto de cima janelas que davam para o lado de Jerusalém. Três vezes ao dia, ajoelhado, como antes, continuou a orar e a louvar a Deus” (Daniel 6:10). 

Nós relacionamos com Deus através da oração e da leitura da Bíblia, e quanto mais buscamos ao Senhor, mais chegamos perto dEle e nos fortalecemos espiritualmente. Com isso, temos o desejo é fazer a Sua vontade e nos afastar de tudo o que não Lhe agrada. 

A intimidade com Deus faz com que Ele nos dê livramentos e nos abençoe no tempo certo. Veja estas passagens: “E Deus fez com que o homem fosse bondoso para com Daniel e tivesse simpatia por ele” (Daniel 1:9); “O meu Deus enviou o seu anjo, que fechou a boca dos leões. Eles não me fizeram mal algum, pois fui considerado inocente à vista de Deus. 

Também contra ti não cometi mal algum, ó rei” (Daniel 6:22); “Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras” (Daniel 10:12). 

Diante disso, dê o seu melhor para Deus e busque a cada dia ser como Daniel, que mesmo nos momentos mais difíceis, não abriu mão dos seus valores e testemunhou a sua fé para todos à sua volta. Se você fizer isso, Deus te honrará e te mostrará o quanto vale a pena ser fiel a Ele! 

Fonte: Pastor Antônio Júnior, via Sou da Promessa

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Dando graças por tudo


“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1º Tessalonicenses 5.18). 

Ter sentimentos de gratidão, neste mundo tenebroso, é raro. A Bíblia Sagrada nos ensina que devemos dar graças a Deus por tudo o que nos sucede, sejam coisas boas ou más. Porém, nem todo mundo tem o hábito de fazê-lo. Para muitos, agradecer por bênçãos é fácil, mas por infortúnios é muito difícil ou até inaceitável. 

Ter sentimentos de gratidão nesse mundo tenebroso e corrompido é raro e causa, muitas vezes, estranheza para a maioria das pessoas. Há quem acredite que Deus não exista, não se importa com o ser humano e que o Universo está à deriva, largado no espaço sideral. 

Quando o ser humano se vê acometido por uma doença grave, um desastre, uma perda de um ente querido ou outra situação angustiante, ele corre para os braços do Pai. Só assim o homem percebe que não é nada, é pó e “ao pó voltará”. 

O ser criado percebe, então, que precisa viver na dependência do Criador. Porque, em muitas situações que a criatura pensa ser ruim, para Deus é o melhor. O Senhor Deus não dá a ninguém a cruz que não suporta carregar. 

E ele ainda nos orienta a ajudar a carregar as cargas do próximo. É nas lutas, nas provas e nas tentações que ele prova e forja o caráter dos homens. Portanto, não é difícil e nem sacrificante expressar uma imensa e eterna gratidão ao Deus Todo-Poderoso por tudo que se recebe. 

Ser grato a ele é um ato de temor, amor, reverência etc. Pois, ele foi, é e sempre será o Deus Perfeito: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz! 

Fonte: FESOFAP

segunda-feira, 18 de abril de 2016

A Bíblia é relevante para os dias de hoje?


Pergunta: "A Bíblia é relevante para os dias de hoje?"

Resposta:
Hebreus 4:12 nos diz: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” Mesmo tendo sido escrita por mais de 40 autores por um período de mais de 1500 anos, sua verdade e relevância para os dias de hoje não mudou. A Bíblia é a única fonte objetiva de toda a revelação que Deus nos deu a respeito de Si mesmo e Seu plano para a humanidade.

A Bíblia contém grande quantidade de informações sobre o mundo natural que foi confirmada por observações e pesquisa científica. Algumas dessas passagens incluem Levítico 17:11, Eclesiastes 1:6-7, Jó 36:27-29, Salmos 102:25-27 e Colossenses 1:16-17. Conforme vai se desdobrando a história bíblica do plano redentor de Deus, muitos personagens diferentes são vividamente descritos. Fazendo assim, a Bíblia fornece muitas informações sobre o comportamento e tendências humanas. Nossas próprias experiências cotidianas nos mostram que tais informações são mais exatas e descritivas da condição humana do que qualquer livro de psicologia. Muitos fatos históricos registrados na Bíblia foram confirmados por fontes não bíblicas. Frequentemente, a pesquisa histórica demonstra um alto grau de concordância entre os relatos bíblicos e não bíblicos, a respeito dos mesmos acontecimentos. Em muitos casos, a Bíblia tem sido considerada mais correta em termos históricos.

Entretanto, a Bíblia não é um livro de história, texto de psicologia, tampouco periódico científico. A Bíblia é a descrição dada a nós por Deus sobre quem Ele é, Seus desejos e planos para a humanidade. O componente mais significante dessa revelação é a história de nossa separação de Deus pelo pecado, e as medidas que Deus tomou para a restauração da união através do sacrifício de Seu Filho, Jesus Cristo, na cruz. Nossa necessidade de redenção não muda. Nem o desejo de Deus de que com Ele nos reconciliemos.

A Bíblia contém uma grande quantidade de informações precisas e relevantes. A mensagem mais importante da Bíblia, a redenção, é universalmente e perpetuamente aplicável à humanidade. A Palavra de Deus nunca ficará ultrapassada, suplantada ou necessitando de melhorias. Mudam as culturas, as leis, as gerações vêm e vão, mas a Palavra de Deus é tão relevante hoje quanto o era quando começou a ser escrita. Nem todas as Escrituras necessariamente se aplicam explicitamente a nós hoje, mas todas contêm verdade que podemos e devemos aplicar em nossas vidas hoje.

Fonte: Got Questions
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