segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O contraste entre o justo e o ímpio



O livro dos Salmos é uma coletânea de cânticos, orações e lamentos do povo de Deus, escrito por vários autores, desde os dias de Davi até o período pós-cativeiro babilônico. Há mais de cem citações do livro de Salmos no Novo Testamento. Isso prova sua relevância na história da redenção. Esse livro tem sido uma fonte de consolo para a igreja de Deus ao longo dos séculos até aos dias atuais.

O Salmo 1 é a porta de entrada deste, que é o maior livro da Bíblia. Destacaremos, aqui, três lições importantes deste Salmo.

Em primeiro lugar, um contraste profundo é apresentado. O autor sagrado faz um profundo contraste entre o ímpio e o justo. Enquanto o ímpio é como uma palha que o vento dispersa, o justo é como uma árvore plantada junto à fonte. Enquanto o ímpio está seco espiritualmente, o justo tem verdor mesmo nos tempos de sequidão. Enquanto o ímpio não tem frutos que agradam a Deus, o justo produz frutos na estação certa. Enquanto o ímpio não tem estabilidade e é jogado de um lado para o outro pelo vendaval, o justo tem suas raízes firmadas no solo da fidelidade de Deus. Enquanto o ímpio tem suas obras reprovadas por Deus, o justo tem sucesso em tudo quanto faz. Enquanto o ímpio busca a roda dos escarnecedores, o justo se deleita na lei do Senhor. Enquanto o ímpio não terá assento na assembleia do santos nem prevalecerá no juízo, o justo será conduzido por Deus na história e recebido na glória. Enquanto o caminho do ímpio perecerá, o caminho do justo é conhecido por Deus. É tempo de você refletir sobre sua vida. Quem é você? Onde está o seu prazer? Onde está o seu tesouro? Em qual dessas duas molduras você pode colocar sua fotografia? Lembre-se: o ímpio pode parecer feliz, mas seu fim é trágico. Mas, o justo, mesmo passando por provas na vida, é bem-aventurado.

Em segundo lugar, um caminho de felicidade é descortinado. A felicidade existe e pode ser experimentada. É legítima e compatível com a fé cristã. Essa iguaria especial da alma não se encontra no conselho dos ímpios, daqueles que se esquecem de Deus. Esse tesouro tão cobiçado não é encontrado no caminho largo dos pecadores nem mesmo na mesa, onde os escarnecedores rasgam a cara em ruidosas gargalhas prenhes de escárnio. Onde está a felicidade? Você é feliz em primeiro lugar, por aquilo que evita. Você sorve o néctar da felicidade quando tapa os ouvidos ao conselho dos ímpios, quando afasta seus pés do caminho dos pecadores e quando não busca um lugar junto à mesa na roda dos escarnecedores. Em segundo lugar, você é feliz por aquilo que você faz. Uma pessoa feliz nutre sua alma com os jorros benditos que emanam da lei de Deus. A felicidade está em alimentar a mente com a verdade de Deus e ser governado por essa verdade. Em terceiro lugar, você é feliz por quem você é. Uma pessoa feliz é como uma árvore frondosa, de folhas viçosas e frutos excelentes, que mesmo na adversidade, não perde sua beleza nem escasseia seus frutos. Uma pessoa feliz tem sucesso constante, uma vez que tudo quanto faz será bem sucedido.

Em terceiro lugar, um juízo inevitável é anunciado. Os ímpios são aqueles que não levam Deus em conta. Esses não têm segurança diante das tempestades da vida e serão levados como a palha que o vento dispersa. Os pecadores são aqueles que deliberada e conscientemente andam na contramão da vontade de Deus e transgridem a lei de Deus. Esses, mesmo sendo religiosos e tendo seu nome no rol de membros de uma igreja não permanecerão na congregação dos justos. Os perversos são aqueles que, além de rejeitarem a verdade, escarnecem de Deus e zombam da fé cristã. Esses podem prevalecer no juízo dos homens, subornando os tribunais e amordaçando a justiça, mas jamais prevalecerão no juízo de Deus. Ímpios, pecadores e perversos podem vender uma imagem glamorosa do pecado e podem passar a imagem de que estão sorvendo todas as taças da felicidade, mas sua alegria é ilusória, sua vida é vazia e sua condenação no juízo é certa. É preciso abrir os ouvidos da alma para escutar a retumbante voz do salmista, quando conclui, dizendo: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”.
 
Fonte: Palavra da Verdade, autoria de Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Obsessão na busca por reconhecimento nos Púlpitos Brasileiros

A busca por aprovação e sucesso se tornou uma obsessão na vida de parte da nova geração de pregadores-preletores no Brasil. Não foi uma, nem duas vezes, ao me encontrar em escolas bíblicas, conferências, etc., que o pregador-preletor me perguntou algo do tipo: “pastor, como fui?”, “o senhor acha que os irmãos gostaram?”, “com este nível de mensagem eu pregaria em Abreu e Lima-PE?”, “pastor, me sai bem?”.
Outro sintoma desse desejo pelo brilho é a confusão que alguns preletores fazem nos eventos onde dividem espaço com outros. Alguns amigos meus que presidem igrejas me compartilharam algumas situações por eles vivenciadas. Há o caso do preletor que fez uma grande confusão, pois achava que no horário em que pregaria não teria um “público” muito grande para escutá-lo. O pastor presidente, para evitar maiores transtornos no trabalho, resolveu a questão ao conseguir negociar com o outro preletor a mudança dos horários.
 
Há também os que se incomodam quando seus nomes e fotos não aparecem nos primeiros lugares, ou em destaque nos cartazes e faixas das festividades. Para demonstrar seu alto nível como pregador-preletor, alguns gastam muito tempo listando os países e cidades onde já ministraram. Já testemunhei casos em que o pregador-preletor chega ao ponto de dizer quantas decisões, curas, libertações e batismos com o Espírito Santo já foram realizados por intermédio do seu ministério.
 
Recebi certa vez a ligação de um pregador-preletor que buscava informações sobre a igreja em que iria pregar, pois sabia que eu já tinha ministrado lá. A pergunta dele era para saber se os irmãos eram “avivados” ou “comedidos”. Questionei a razão de sua pergunta, e ele me falou que era para adequar a sua mensagem ao seu “público”.
 
Há um grupo que pergunta sempre sobre quais assuntos podem pregar "naquela igreja", pois não desejam falar de coisas que promovam algum desconforto em seus ouvintes, querendo com isso garantir o convite para retornar. Para agravar a situação, alguns púlpitos no Brasil estão ganhando status de “o sonho de todo pregador”. Dessa forma já se escuta algo do tipo: “Meu amigo, se você pregar lá e ‘for bem’, nunca mais vai te faltar agenda”.
 
Na busca por espaço, visibilidade e sucesso já foram criadas as cooperativas de pregadores-preletores, onde os mesmos se indicam mutualmente, e em alguns casos os participantes rateiam entre si os ganhos com as agendas. A prudência no uso das redes sociais, blogs, portais, sites e outras ferramentas midiáticas deve ser buscada. Nesses espaços o pregador-preletor pode publicar seus estudos e artigos, conversar com os irmãos, divulgar seus compromissos, publicações e demais trabalhos, mas sempre evitando passar uma imagem de si mesmo de “produto de consumo”.
 
Minha preocupação se volta mais uma vez para as novas gerações de jovens pregadores-preletores, que acabam seduzidas e embriagadas por essas ideias e posturas. Para os tais, recomendo que se voltem ou permaneçam firmados na Palavra, e que esperem e busquem em Deus a direção para os seus ministérios.
 
O Deus que vocaciona é o mesmo que comissiona.
O Deus que promete é o mesmo que realiza.
 
As ações que norteiam o crescimento de um ministério saudável e frutífero, que em tudo exalta e glorifica a Deus, encontram os seus fundamentos inabaláveis e inegociáveis nas Escrituras Sagradas.
 
(Título Original: Ansiedade e obssessão na busca de espaço, reconhecimento e sucesso por parte de pregadores e preletores)

Fonte: Altair Germano 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ator Denzel Washington revela experiência com o Espírito Santo


O ator Denzel Washington, 57 anos, vencedor do Oscar por duas vezes, declarou em recente entrevista que sua vida mudou após ter recebido o Espírito Santo. Declaradamente evangélico, Washington afirmou à revista GQ que tem como hábito diário a leitura da Bíblia, e que isso o inspira a fazer a diferença. A entrevista do ator foi concedida durante o intervalo das filmagens de seu novo filme, “2 Guns” (ainda sem título oficial em português), em que contracena com o ator Mark Wahlberg. A entrevista foi reproduzida em parte pelo site Urban Christian News.

-Leio a Bíblia todos os dias, ela é minha palavra diária. Li algo muito legal ontem: “Nós não aspiramos só viver a vida, aspiramos fazer a diferença” – revelou o ator, que ficou conhecido por seus papéis em “Tempo de Glória” e “Dia de Treinamento”, que renderam a ele as estatuetas do Oscar, além de “Um Grito de Liberdade”, “Deja Vu”, “Um Anjo em Minha Vida” e mais recentemente, “O Sequestro do Metrô 123” e “O Livro de Eli”, entre outros, que somam 41 filmes no total.

Denzel Washington contou ainda que sua primeira experiência sobrenatural com a manifestação do Espírito Santo ocorreu há muito tempo atrás: “Foi há trinta anos, na igreja que eu ainda frequento. O pastor estava pregando: ‘Deixa fluir’. Eu disse, ‘vou deixar’, conta o ator, antes de descrever o momento: “Eu tive uma tremenda experiência física e espiritual. O que me assustou é que eu estava com a língua enrolada, chorando, suando. Minhas bochechas pareciam que iam explodir. Foi como uma limpeza. Foi algo muito intenso… Liguei para minha mãe, e ela disse que eu estava sendo cheio do Espírito Santo”.

Considerado um dos mais importantes atores de Hollywood atualmente, Denzel Washington ressaltou a importância da espiritualidade em seu sucesso profissional: “A espiritualidade é importante em todos os aspectos da minha vida. Quero dizer, é por isso que eu estou aqui. Isso é o que tem me abençoado”.

Fonte: Gospel+ Por Tiago Chagas

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Como podemos ter paz no vale?



A verdadeira paz existe e pode ser experimentada! Essa paz não se encontra nas farmácias nem nos boutiques famosas. Não está nas agências bancárias nem nas casas de shows. Essa paz não é encontrada no fundo de uma garrafa nem numa noitada de aventuras. Essa paz está centralizada em Deus. Ela vem do céu. É sobrenatural. Como poderemos experimentar essa paz, ainda que cruzando os vales da vida?

Em primeiro lugar, conhecendo o Deus e Pai de toda consolação. Deus é a fonte de todo consolo. Quando ele nos permite passar pelo vale, é para fortalecer nossa fé e nos aperfeiçoar em santidade. Quando ele nos leva para o deserto, nossas experiências tornam-se ferramentas em suas mão para consolar outras pessoas. É Deus quem nos matricula na escola do deserto. O deserto é o ginásio de Deus, onde ele treina seus filhos e, equipa-os para grandes projetos. Quando somos consolados, aprendemos a ser consoladores. Alimentamo-nos da fonte consoladora e tornamo-nos canais dessa consolação para os aflitos. Não há paz fora de Deus. Não há descanso para a alma senão quando nos voltamos para Deus. Não há consolo para o coração aflito fora de Deus, pois só ele é o Deus e Pai de toda consolação, que nos consola em toda a nossa angústia, para consolarmos outros, com a mesma consolação com que somos consolados.

Em segundo lugar, conhecendo a Jesus, a verdadeira paz. A paz não é ausência de problema, é confiança no meio da tempestade. A paz é o triunfo da fé sobre a ansiedade. É a confiança plena de que Deus está no controle da situação, mesmo que as rédeas da nossa história não estejam em nossas mãos. A paz não é um porto seguro onde se chega, mas a maneira como navegamos no mar revolto da vida. A paz não é apenas um sentimento, mas sobretudo, uma pessoa, uma pessoa divina. Nossa paz é Jesus. Por meio de Cristo temos paz com Deus, pois nele fomos reconciliados com Deus. Em Cristo nós temos a paz de Deus, a paz que excede todo o entendimento. Paz com Deus tem a ver com relacionamento. Paz de Deus tem a ver com sentimento. A paz de Deus é resultado da paz com Deus. Quando nosso relacionamento está certo com Deus, então, experimentamos a paz de Deus. Essa paz coexiste com a dor, é misturada com as lágrimas e sobrevive diante da morte. Essa é a paz que excede todo o entendimento. Essa paz o mundo não conhece, não pode dar nem pode tirar. Essa é a paz vinda do céu, a paz que emana do trono de Deus, fruto do Espírito Santo. Você conhece essa paz? Já desfruta dessa paz? Tem sido inundado por ela? Essa paz está à sua disposição agora mesmo. É só entregar-se ao Senhor Jesus!

E terceiro lugar, conhecendo o Espírito Santo como o nosso consolador. A vida é uma jornada cheia de tempestades. É uma viagem por mares revoltos. Nessa aventura singramos as águas turbulentas do mar da vida, cruzamos desertos tórridos, subimos montanhas íngremes, descemos vales escuros e atravessamos pinguelas estreitas. São muitos os perigos, enormes as aflições, dramáticos os problemas que enfrentamos nessa caminhada. A vida não é indolor. Mas, nessa estrada juncada de espinhos não caminhamos sozinhos. Temos um consolador. Jesus, nosso Redentor, morreu na cruz pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação. Venceu o diabo e desbaratou o inferno. Triunfou sobre a morte e deu-nos vitória sobre o pecado. Voltou ao céu e enviou o Espírito Santo para estar para sempre conosco. Ele é o Espírito de Cristo, que veio para exaltar o Filho de Deus. Ele é o Espírito da verdade, que veio para nos ensinar e nos fazer lembrar tudo o que Cristo nos ensinou. Ele é o outro consolador, aquele que nos refrigera a alma, nos alegra o coração e nos faz cantar mesmo no vale do sofrimento. O consolo não vem de dentro, vem de cima. Não vem do homem, vem de Deus. Não vem da terra, vem do céu. Não é resultado de autoajuda, mas da ajuda do alto!
 
Fonte: Palavra da Verdade, autoria do Rev. Hernandes Dias Lopes
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